Assim devia ser a viagem?
Quero servir-me deste blog para aprender português e divertir-me enquanto recordo alguns velhos quadrinhos espanhois (algum atual). Seguramente logo de mil anos eu rirei com todos os absurdos gramaticais e erros ortográficos... "Terei um montão de post por corrigir!"
Perdoem os erros gramaticais, qualquer indecisão ortográfica, e assinalem essas faltas se dispusserem de tempo, obrigado!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Artista crava os dentes em Drácula



Título: Drácula.
Roteiro e desenhos: Fernando Fernández.
Editorial: Glénat España, Coleção Fernando Fernández.
Data de publicação: 2004.

[Álbum colorido (29x21), capa dura, guardas fantasia, costurado e encolado, 96 páginas. Prólogo da edição de 1984 escrito por Maurice Horm ¡Drácula vive!, e un novo texto do crítico e roteirista Pepe Galvez Fernando Fernández. La inquietud del equilibrio.]

Se uma empresa inglesa foi capaz de oferecer um gelado baseado no personagem criado por Bram Stoker porque não iam aproveitar os editores de histórias em quadrinhos essa imagem do Conde Drácula? Aquele gelado era artificial mas muito refrescante e saboroso. E ainda há tempo de ler algumas boas adaptações do mítico romance como este Drácula do quadrinista Fernando Fernández.  Precisamente numa reedição da editora Glénat (ano 2004).
Eu já nem sei como apareceram três resenhas seguidas sobre tebeos desta editorial espanhola em meu blogue. Eles compraram terreno aqui ao publicarem novas BDs de gênero e autores de quadrinhos dos anos oitenta e setenta, mas lembrem-se que na blogosfera portuguesa voltou à vida Zakarella. Esse é o autêntico assunto que inspira minha resenha [link]--> zakarella.blogspot.com

"O mais notável nas histórias de vampiros é que elas têm compartilhado com os filósofos –outros demônios – a honra de assombrar e confundir o Séc. XVIII; horrorizaram Lorena, Prússia, Silésia, Polônia, Áustria, Rússia, Boêmia e todo o norte da Europa. Em cada século, certamente, teve suas modas; em cada país, como observa o Sr. Calmet, teve suas prevenções e suas enfermidades. Mas os vampiros não apareceram com todo seu esplendor nos séculos bárbaros e nos povoados selvagens: revelaram-se no século de Diderot e Voltaire, e na Europa que dizia-se já civilizada."

Dicionário infernal, Collin de Plancy (tradução de [PDF]--> Mayén Gajardo).

Eu não sei dizer realmente se Fernando Fernández gostava de cravar os dentes nos gelados, mas desta vez foi ele que deu dentada no editor; na melhor forma, publicando seu Drácula na revista Creepy (vol. 1, nº 36-48) de Josep Toutain entre os anos 1982 e 1983. Pois trata-se duma expressão pessoal do desenhista "é uma homenagem a Stoker com o cuidado de que seja o mais fiel possível, já que sua obra tinha sido amachucada e desvirtuada no cinema e nos quadrinhos.", uma adaptação que logrou êxito internacional.
Que eu saiba, pela primeira vez na história da Banda Desenhada um autor empregou-se como leitor, criador e  desenhista do romance do escritor irlandês fora dos límites das tópicas conglomerações vampíricas, com personagens e atmosferas de pobre caracterização, até então existentes. O vampirismo deste quadrinista é calmo e frenético apregoando o terror sexual, sem fugas folhetinescas, fiel a obra. Seu Conde Drácula também não teme realizar-se através do empreendedorismo popular que cortou a sombra do vampiro a partires do modelo desse aristocráta decadente conhecido por todos.  Uma figura masculina, dramatica e sinistra, facilmente reconhecível. Longe do monstro e os cenarios sexuais mistificados de Guido Crepax, más também do sórdido supervilão de Tomb of Dracula.
Não é por acaso que os remoinhos históricos e a poeira de morte e sexo, fascínio erótico e despertar feminino, que sempre caracterizaram as leituras do romance permanecem dormindo, silenciosos e sensíveis nas cenas que examinam interiormente as personagens, ou naquelas outras formadas pelos diarios e cartas, para magnificar nas cenas de ação esse escândalo da existência real do mal que os protagonistas vitorianos não se atrevem a tolerar. Já o autor acertou na sua tentativa de respeitar o modelo epistolar ao igualar a amalgama de pausa e vertigem ilusória própria da aparição do vampiro às manifestações/revelações de vítimas e caçadores. O ataque de Drácula é lento mas trémulo e instântaneo. E o rosto dos humanos é um rosto interior claustrofóbico, invadido pela blasfemia do vampiro. Por sua vez, o modelo epistolar só é adaptado nos pontos necessários, alí onde os referentes pictóricos não parecem capazes de adotar completamente o temor do Senhor assassino monstroso e a luta histórica e social entre os britânicos e Drácula.

Meu derradeiro lema publicitário: Este é o tebeo romântico que todo leitor de passaportes vampíricos deveria ler.







[]--> Editorial para Tebeosfera 3 especial La generación del compromiso

Neste número (publicado em 2009) da revista web sobre historieta Tebeosfera adicado aos autores espanhóis que transformaram os quadrinhos na Espanha de finais dos anos setenta e durante a transição democrâtica foi entrevistado o quadrinista Fernando Fernández. Também publicaram ótimos textos teóricos e resenhas de suas obras que vale a pena conferir.

Javier Mora Bordel e Mauel Barrero []--> Camino de perfección. Entrevista con Fernando Fernández.

O roteirista e crítico dos quadrinhos Javier Mora Bordel []--> La palabra dada: Mecanismos de adaptación en el Drácula de Fernando Fernández.


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A historieta militarizada


Título: Dos águilas de un tiro.
Roteiro: Hernán Migoya.
Desenhos: ilustrações de José María Beroy (págs. 5-16), bosquejos de Joan Fuster (5-52), arte-final de Perro (17-52). E capa de Gallardo.
Editorial: Ediciones Glénat, coleção Nuevas Hazañas Bélicas - Serie Roja.
Data de publicação: decembro de 2011.

[ Álbum com capa dura, lombada cosida, guardas fantasia (collage de antigas capas da série em quadrinhos Hazañas Bélicas), 56 páginas (32x24), interior em preto e branco. Artigo do roteirista, crítico e historiador dos quadrinhos Toni Guiral sobre o quadrinista Boixcar , criador da série original, Boixcar: Un referente.]

Outro evento sincronístico? Meu blogue é um embrião, enquanto eu escrevia a resenha anterior não podia imaginar o que aconteceria na seguinte. Mas aconteceu... e eu não logrei fugir à II Guerra Mundial.
Contudo, os gibis grampados transformavan-se nuns vistosos álbums europeios, o som e o ritmo do horror mitológico virou militarização, façanha bélica. Embalada com a vinda do título producido por uma das editoriais clásicas dos tebeos espanhois durante os anos 40 e 50 do século XX, Ediciones Glénat (uma empresa líder na reedição e valorização de obras e autores que fazem parte do patrimônio dos quadrinhos espanhóis) recupera a tradição das historietas de gênero bélico com a estreia de sua coleção Nuevas Hazañas Bélicas. Uma nova série de dois álbums anuais que acomoda para o público atual a estrutura e os desenhos das histórias de guerra do quadrinista Boixcar. Seu mítico Hazañas Bélicas de Ediciones Toray é um dos títulos referenciais da época dos cuadernos de aventuras (gibis grampados de formato horizontal), a obra que homenageia esta nova coleção.
Desta maneira, escolheu-se a intrõdução de protagonistas espanhois no espaço histórico da II Guerra Mundial, o mesmo ambiente da série original. É digno de nota o caráter divulgador dos artigos que acompanham o álbum, escritos por Toni Guiral, pela sua informação detalhada, pois, também sendo rigorosos, estabelecem entre o leitor atual e a obra de Boixcar uma cualidade afetiva pondo em relevo as regras do jogo social que na época influenciam nos símbolos e categorías emblemáticas daquelas histórias originais. Assim, graças à eles, um possível leitor estrangeiro nem mesmo precisa conhecer a história da Espanha, ou as circunstancias editoriais na produção de HQs durante a postguerra espanhola, para perceber os motivos do éxito de Hazañas Bélicas.Já na linha dum dos ámbitos prediletos dos colecionadores voraces, e como homenagem a estrutura narrativa e argumental da série de Boixcar, cada álbum inclui um gibi em formato horizontal, imitando o universo imagético e a reprodução dos antigos cuadernillos, onde se narram fatos anteriores ao argumento principal.
Ainda está por apontar a melhor ideia deste projeto, ideia genial, a coleção divide-se nas Série Roja e Série Azul, sendo que cada uma delas refere-se respectivamente ao bando dos republicanos e o dos nacional-católicos. Enquanto isso, ambas as duas séries são protagonizadas por personagens coherentes co sistema simbólico gerado nas formas que adotaram os fatos históricos e os cambios morfológicos da sociedade espanhola dos anos anteriores e posteriores à guerra civil de 1936. Assim entende-se a escolha do roteirista Hernán Migoya duma dimensão paradoxal da violência onde a ação projectada por um sujeito individual não parece diferente da própria ação violenta doutro cualquer individuo pertencente ao bando oposto. Quiçá uma vulnéravel, tenra, atraente mas repulsiva metonímia modernizadora que retem na memória o melodrama clásico das historias originais se afastando das propostas do pretenso caeleidóscopio dum cenário costumbrista.

Açular os meninos.




Dos águilas de un tiro apresenta a aventura sacramental dum miliciano republicano disposto a assasinar a Hitler e Franco durante o encontro dos ditadores na fronteira da Espanha e a França ocupada, em Hendaye. Não obstante, da mesma forma que algumas das velhas histórias de Hazañas Bélicas nas que o argumento principiava num conflito injusto entre os mesmos personagens que logo se encontrariam lutando na II Guerra Mundial, a façanha do santo republicano começa na fim do levante revolucionário de Asturias de 1934.
Na primeira parte desenhada por Beroy, quadrinista [link]--> muito militarizado, o leitor chega para ver a repressão sangrenta na cidade asturiana de Oviedo. E os 'bárbaros' do ejército espanhol, essas tropas moriscas do coronel Yagüe, demônios africanos levados pelo goberno contra os rojos espanhóis. Súa violência depravada, real e histórica, e minuciosa pela mão dos autores desta BD, percorre um ciclo completo na obra até rebrotar no engarce de ações crueis do santo republicano. Mas antes de tudo isso será preciso que este herói obreiro complete seu poceso de mortificação abandoado aos sofrimentos, como perde sua primeira familia em Oviedo no 1934. Uma harmonia dos pesares que concluiu pouco antes de ver morrer sua segunda esposa assassinada pelos nazis já estando Terio morando na Françã logo da derrota na Guerra Civil espanhola. Para o leitor, o día da consagração eucarística de nosso herói como santo republicano produciu-se durante a descoberta de sua infância, na repressão da folga geral de 1917, quando a mão divina dum jovem Francisco Franco executou com a própria pistola nacional-católica a sua mãe e a sua irmã. O drama duma família pura e inocente, drama dum menino que substituíu seu pai sepultado em prisão por um deus produtor do mal.
Tudo o que eu posso dizer, há muito do que falar do livro mas estragaria a leitura duns futuros leitores portugueses ou brasileiros. A última pista, nosso santo assassino afastara-se da realidade mundana através dum passamento ferroviário:
Esse assassino já não mora nem viverá no tempo porque tudo o que atinge a essa dimensão é maligno. E as árvores do mal tem de ser purificadas para liberar o ideal transcendente do lar e a orde destruidos no passado, um ideal que Terio só é quem de sentir desde o interior de sua arma. Pois é a única profundidade que os seus inimigos não conseguiram afogar... justamente por ser o mesmo objecto existencial que os dois bandos compartem.
Ontem estive a falar com Wyatt Earp, Pancho Villa e Gerónimo, ao que acompanhava seu ruim representante legal na Terra, Forrest Carter, dissemos que esta história em quadrinhos é um material valioso para a poesía e
"Uma BD colossal, farta de sangue e vítimas!" Nenhum de nós conhece outro tebeo com um maior protagonismo do General Franco.
Também se notará com interesse a divisão inicial, os redobramentos e trocas simbólicas posteriores dos espaços e edifícios em que se desenvolve a ação. Nesse caso, explorar as redûndancias nas histórias depois de ler estes dois álbuns pode resultar em algo extraordinário do ponto de vista da autoobservação pura. Esta particularidade, eu não insisto; o melhor é ler os dois títulos publicados, leva-me acreditar numa... futura colaboração de
Alejandro Jodorowsky nesta coleção?



Título: Con los pies por delante.
Roteiro: Hernán Migoya.
Desenhos: Joan Marín. E capa de Daniel Acuña.
Editorial: Ediciones Glénat, coleção Nuevas Hazañas Bélicas - Serie Roja.
Data de publicação: decembro de 2011.

[Quadrinho grampado, formato horizontal (17x24), capa mole, preto e branco, 12 páginas. Inclue-se junto com Dos águilas de un tiro.]


 Este é o cuadernillo (gibi grampado de formato horizontal) que acompanha ao primeiro álbum da Serie Roja. Antetilado ¡Jauría fascista!, Con los pies por delante cumpre os requerimentos da jóia nostálgica como se comprova pelas imagens roubadas. Revela asim mesmo também o paradoiro do pai de Terio, o protagonista de Dos aguilas de um tiro, e o giro do destino pelo que Terio consegue fugir a França. Um melodrama pautado segundo a reparação das injustiças e a honra da série original de Boixcar mas num espaço real:


- Entrevista de Jesús Jiménez na web da []--> RTVE
- HQs e ilustrações de Boixcar no blogue []--> Tebeístas
- Nuevas Hazañas Bélicas na web []--> Imakinarium- Nuevas Hazañas Bélicas no blogue []--> Viñetas 


Notícia, 18 de janeiro de 2012:

O desenhista Joan Fuster []--> explica os motivos da ausência de seu nome na capa do álbum 


Título: Unidos en la División.
Roteiro: Hernán Migoya.
Desenhos: Bernardo Muñoz. E capa de Gallardo.
Editorial: Ediciones Glénat, coleção Nuevas Hazañas Bélicas - Serie Azul.
Data de publicação: decembro de 2011.

[Álbum com capa dura, lombada cosida, guardas fantasia (collage da antiga série em quadrinhos Hazañas Bélicas), 56 páginas (32x24), interior em preto e branco. Artigo do roteirista, crítico e historiador dos quadrinhos Toni Guiral sobre a série espanhola de quadrinhos bélicos Hazañas Bélicas: ¿Una visión más humana de la guerra?]


A protagonista do segundo dos relatos martirológicos publicado na coleçao Nuevas Hazañas Bélicas é uma adolescente arrolada na didática social da Guerra civil española de 1936 do bando dos vencedores nacional-católicos. Já sei, agora voçê crê que eu revelei um dado importante demais para serem conhecido por uns leitores portugueses e brasileiros que desejam ver publicado o álbum em seus países, mas só dissem o que um leitor averigua na primeira página deste álbum. Apesar das duas imagens roubadas como amostras para minha vaidosa resenha, o travestismo da protagonista não é nenhum segredo para o leitor.
Também na Serie Azul um fato histórico está no começo da aventura, a entrada das tropas nacional-católicas em Barcelona o día 26 de janeiro de 1939. Mal vestida e suja, a protagonista se encoraja, e sussurra por trás dos transeuntes "Demasiado tarde", ao contemplar o desfile militar. O desfile segue violento, na má direção, principalmente em se tratando dum triunfo. Algum espectador lançou um embrulho no passo do tanque, as poucas pessoas perto nem sequer olham quamdo o carro blindado detem o desfile. Não é urgente nós preocuparmo-nos com o que aconteceu, eu vi um braço mas esta só é a apresentação de Unidos en la División.



Uma virgem invisível.
E por fim nossa protagonista, Ángel, traveste-se para formar parte da División Azul como um mais dos voluntários espanhois que fazem parte das tropas alemãs. Com destino à frente russa.
Aqui se faz carne para estes espanhóis a II Guerra Mundial. O roteirista resgata essa preocupação por achares a vida e deparar com propósitos viventes de humanidade semelhantes aos que o quadrinista Boixcar empregou em suas histórias. Acontecimentos onde as personagens mostram-se por si mesmas não só como são os feitos e as relações entre os bandos senão também como deveriam ser.
Agora, sim, agora não contarei nenhum segredo, pois ao igual que os episódios portentosos protagonizados por estátuas do sistema de representação católico o motivo do alistamento militar de Ángel é avaliado pelo embate entre a representacão e a presença; é claro, Ángel/Ángeles, uma personagem de morbidez estereotipada pelo arquetipo da mediadora, foi empregada pelo roteirista Hernán Migoya para que os personagens masculinos escapem aos ciclos da vida comunitaria, os soldados importantes nesta HQ são adolescentes. Esta natureza ambivalente da mediadora marca as relações das personagens anulando as associações redutivas dos bandos (alemães, espanhóis, russos, nazis, judeus, republicanos, fascistas, comunistas). De fato, um dos soldados alemães 'autoanulara-se' ao não suportar essa energia de mediação. A energia duma virgem invisível.




Hehehe!, imagem epifánica.
Eu já dije que nossa virgem é uma imagem ambígua e mórbida, seu corpo foi raptado à Igreja pelo que seu poder, literalmente ao alcance da mão desses soldados, está mais além de qualquer pedagogia e jerarquia social ou religiosa. E o desenhista
Bernardo Muñoz tem grande responsabilidade nisso, é impossível imaginar uma mediadora sem sensualidade. Se eu me permitise contar qual era a profissão de Ángeles antes da guerra começar na Espanha... (Breves aparições dalguns artistas espanhóis ilustres que lutaram na Russia.) 


- Acidente "Oh-oh..." []--> dibujantebern.blogspot.com







Título: Furia roja.
Roteiro: Hernan Migoya.
Desenhos: Diego Olmos. E capa de Daniel Acuña.
Editorial: Ediciones Glénat, coleção Nueva Hazañas Bélicas - Serie Azul.
Data de publicação: 2011.

[Quadrinho grampado, formato horizontal (17x24), capa mole, preto e branco, 12 páginas. Inclue-se junto com Unidos en la división.]

 

Na verdade não há mais nada que eu possa contar sem violar o segredo desta história, neste cuadernillo resolvem-se os misterios do roubo da virgem invísivel e seu embrulho. Uma história de fadas, martirio, e fantasía.





- A documentação gráfica de Boixcar []--> Boixcar, Adler y Signal- HQ La sima azul no blog []--> Pecios
- Número 31 da revista brasileira []--> Combate