Assim devia ser a viagem?
Quero servir-me deste blog para aprender português e divertir-me enquanto recordo alguns velhos quadrinhos espanhois (algum atual). Seguramente logo de mil anos eu rirei com todos os absurdos gramaticais e erros ortográficos... "Terei um montão de post por corrigir!"
Perdoem os erros gramaticais, qualquer indecisão ortográfica, e assinalem essas faltas se dispusserem de tempo, obrigado!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Uma aventura alquímica do Eternauta.

Título: El Perro Llamador y otras historias.
Roteiros: Sergio Kern, Toni Torres, Mauro Mantella.

Desenhos: Solano López, Salvador Sanz, Cristian Mallea,
Jok, Enrique Santana, Sergio Mulko, Ariel Rodríguez Migueres, Enrique Alcatena.
Editorial: Doedytores, coleção Universo Eternauta.

Data de publicação: abril de 2010.


[ Álbum em preto e branco (27x20), capa mole, 64 páginas. Cada capítulo ou historia vem precedido por um prefácio dos autores. Ilustação da capa de Solano López e Pol (Pablo Maiztegui). 3000 Exemplares.]


Este álbum é a terceira entrega da coleção Universo Eternauta dirigida pelo desenhista Solano López e publicada por Doedytores. Também é o quadrinho argentino que quis ler desde a primeira vez que eu vi (em internet), pois este terceiro álbum encerra a conclusão duma das historietas na que mais imaginativamente tenha sido recreado Juan Salvo, o inseparável soñante de Oesterheld e Solano López, junto a duas histórias extras. Narrando uma delas o encontro entre o Eternauta e outra importante criação argentina imortal, Gilgamesh. Dos favoritos deste bloguista espanhol.

Sergio Kern
conta em sua apresentação a oportunidade na que conheceu a Solano López em 1982 durante o primeiro Salón del cómic de Barcelona. Um feliz encontro entre roteirista e desenhista do que surgiria este sempre postergado empenho por criar novas histórias com o Eternauta, hoje retomado pela Doedytores:

"Me dijo que quería dibujar un nuevo Eternauta, una versión distinta a las que se venían haciendo desde que había dibujado el clásico que escribió Oesterheld en los años 50. Me pidió que escribiera el nuevo guión y me comentó que quería retomar desde el final de la primera versión de Oesterheld, cuando, el Eternauta queda en un sitio yermo, solo.

Me dijo que cada nuevo álbum del Eternauta comenzará en un solitario sitio de algún nuevo planeta y habló de llevar la historieta del nuevo héroe argentino a un lugar atemporal y universal."

Pese o desenhista argentino realizar outras novas aventuras como o álbum titulado
El mundo arrepentido (reeditado no nº 1 da coleção) ou a série El regreso, esta extraordinária obra ficou inconclusa até a criação do Universo Eternauta. Em cujo terceiro número por fim uma nova geração de desenhistas argentinos foi convocada para ilustrá-la continuando o primeiro capítulo de oito páginas desenhado por Solano -páginas que muitos leitores conhecíamos apenas por ter sido publicadas no livro Solano López. En primera persona (Ancares Editora) -também distribuído na Espanha-.

El Perro Llamador (O Cão Avisador)
Não é certo, mas as vezes eu creio desejar não ter lido El Eternauta de Oesterheld e Solano. Esta verdade não pode ser mascarada. O que aconteceria se eu não tivesse feito isso? Pensando na história, desagregando o protagonista da Terra... Solucções simples e práticas, sonhar ou imaginar.

A cratera de Kern. Uma aventura alquímica do Eternauta.

Posso ver um ser humano saído do nada. Do ar envolvendo a terra. Um primeiro homem, quiçá um homem de luz, materializando-se num páramo celeste. Ele estava ali o tempo todo? Quiça desconheça a resposta, ou não precise dela para ir dum lugar para outro, mas parece um peregrino. E não caminha sobre as águas, da passos na areia como um viajeiro do destino borda suas pegadas no solo que começa.
É este ser um homem divino?
Uns meninos nus não podem sabê-lo. Só tenhem seu múrmurio musical "...MMMMMMMMMMMMMMMMM", um canto de vermes dormidos, de humanidade esvaecida. Quiçá este deserto é cinza doutro tempo que se expõe no interior duma gruta como num museu, com desenhos primitivos duma tribo onde já não existe o homem. Por isso Juan Salvo o Eternauta se materializou ali, porque o Eternauta recorda. Ele sempre recorda.
Sai a fumaça da terra com seu calor interior. O Eternauta caminha para o crater descendo junto a tribo de meninos nus e escuta o chamado duma humanidade ressumbrada contra seu própio inconsciente, uma voz glotona que fala. Voz sitiante, um cachorro, diz a voz, um deus do tempo, um lobo estando a viver muito abaixo na terra, que não recorda como se produziu a extinção da humanidade, mas existe como surge uma mancha preta numa ensonhação: também capaz de afundar em sua boca a este peregrino! Uma laguna vaporosa onde a personalidade abala-se e o índividuo logo em seguida deseja entregar-se ao esquecimento. Mas nunca o Eternauta, porque ele, Juan Salvo, sempre lembrará.

Esta é a história que creou Sergio Kern e Solano López desenhaba no momento em que Juan Salvo introducía-se no nevoeiro incestuoso do Perro Llamador onde se perdiam os meninos até consumir seus corpos e suas memórias. O enigma foi entregue a novos desenhistas Salvador Sanz, Cristian Mallea (assistido por Jok), e Enrique Santana, e hoje os leitores sabemos o que o ar que aparecia como fogo dum forno íntimo falaba: uma nova humanidade e uma nova terra.

As outras duas historietas autoconclusivas que completam este álbum também são obra duma confissão e dum tecelão. A primeira delas, El día en que Gilgamesh y el Eternauta se encontraron, com roteiro de Toni Torres e desenhos de Sergio Mulko, narra o encontro entre os dois viajantes do tempo Gilgamesh o imortal e o Eternauta no dia em que Buenos Aires era invadida, como se contou no Eternauta original (1957) obra de Oesterheld e Solano. Uma aproximação mediante a que Toni Torres conquista amorosamente, com liberdade e respeito, o passado e o futuro de ambos os protagonistas.
Essa mesma admiração é o tecido principal de La Balada de los Gurbos, roteiro de Mauro Mantella e desenhos de Ariel Rodríguez Migueres e Enrique Alcatena. Uma história que recupera o formato horizontal do Eternauta de 1963 e os míticos gurbos, o interesante é que com dez páginas conta-se a cosmología destas criaturas. E quem sai por cima disso tudo é um mano. O protagonista é um mano!




Universo Eternauta [link]--> Mas historietas argentinas

Resenha do periodista Andrés Valenzuela []--> El último Eternauta

Universo HQ []--> El Eternauta

[]--> Salvador Sanz Cristian Mallea Ariel Rodríguez



Título: Solano López. En primera persona.
Autores: Andrés Ferreiro, Hernán Ostuni y Javier Doeyo.
Editorial: Ancares Editora.
Data de publicação: 2001.

[Livro (17x26) de ilustrações, páginas e desenhos, rascunhos e quadrinhos inéditos do Eternauta de Solano López. Capa mole, preto e branco. Prólogo de Javier Doeyo
.]

Ainda que existe uma segunda edição do sketchbook (com uma capa diferente e material adicional) esta primeira edição continua a ser um manancial de informação ao respeito dos méritos de Solano López e o Eternauta. Um ótimo exemplo são as seguintes páginas de La Vencida, um modelo da forma em que são apresentadas todas as versões, projetos inconclusos, e aventuras do Eternauta desenhadas por Solano López desde 1957 neste livro:







Entrecómics []--> Solano López e Viñetas desde el Atlántico




Título: Oesterheld (Rey de reyes).
Autores: Judith Gociol e Diego Rosemberg.
Editorial: Sinsentido, coleção Sinpalabras.
Data de publicação: 2007.

[Livro (16x18) teórico sobre quadrinhos com badanas, capa mole, preto e branco, 72 páginas. A coleção Sin palabras é uma produção do Colectivo Lápiz de Tinta]



Pequeno é maravilhoso livrinho da editorial Sinsentido na sua coleção Sinpalabras adicado ao roteirista argentino. Um projeto marcante de livros teóricos de preço acessível onde atopar textos elaborados sobre autores como Alan Moore, Enki Bilal, Berni Wrightson ou Carl Barks, e personagens dos quadrinhos como Conan, Spiderman e Luluzinha (Little Lulu). Fundamente conmovedor e ilustrativo (ademais de fotos e ilustrações, tres páginas com obras de consulta sobre o autor):

EL INNOVADOR: UNA CIENCIA FICCIÓN NACIONAL.

En un sentido estricto la ciencia ficción Argentina nació en argentina en 1875 con la primera novela que utilizó los recursos de un género incipiente, incluso en Europa. Viaje maravilloso del señor Nic-Nac, de Eduardo Homlgberg (1852-1937), relata una transmigración de almas al planeta marte. Ahora bien, según sostiene el especialista Horacio Moreno, el nacimiento de la Cienci-Ficción argentina contemporánea está signado por la aparición, en 1940, de La invención de Morel, de Adolfo Bioy Casares (1914-1999), el primer escritor en hacer uso intencional de las convenciones del género. Así pues, cuando Oesterheld se incorporó al universo de los viajes espaciales y los platillos volantes, ese imaginario -que maduraba a velocidad en el mundo- estaba en desarrollo en Argentina.
La primera revista dedicada a la Ciencia-Ficción en el país fue Hombres del futuro (1947) y, aunque duró tres números, sirvió para sentar las bases de un público seguidor del género que se cconsolidó con Más allá (sello Abril, 1953-1957), y a su cuerpo de redacción se incorporó el guionista (para más de un especialista, prácticamente la dirigía). Aún hoy, se la sigue considerando como la mejor publicación que el país tuvo.
Autodefinida como una revista mensual de "fantasía científica", Más allá (48 núms.) se distribuía en toda Latinoamérica, e incluso acogió a cartas de lectores españoles y de la URSS. [...] Por entonces también confluyó en la Ciencia-Ficción otra corriente corriente literaria, la de los "viajes extraordinarios", como la llamó Julio Verne, buenas excusas para cuestionar la política terrestre. Mientras eclosionaban la mitología ovni y la creencia en los grandes antiguos, razas superiores que habitaron la Tierra en tiempos remotos.
En este marco deben leerse las viñetas de Oesterheld que, en el caso de la Historieta argentina, no registraban muchos antecedentes significativos: El explorador interplanetario (PBT, 1916); Más allá, de Raúl Roux, publicada en el diario la Razón (entre 1938 y 1940). En esta última tira de tinte didáctico, aparecía Buenos Aires como escenografía en algunas partes del relato y el protagonismo se repartía entre tres personajes: un preanuncio de los recursos que hizo brillar Oesterheld.



Javier Mesón []--> El Coleccionista de Tebeos

4 comentários:

Anônimo disse...

Olá muito bem estruturado post , amei mesmo muito, penso que poderiamos tornar-nos blog palls :) lol!
Aparte de piadas chamo-me Andrei, e parecido contigo publico na internet embora o tema principal da minha página é muito distinto do teu....
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Gostei imenso o que vi escrito novamente
Virei aqui mais vezes
Ps:desculpa o meu portugues

Anônimo disse...

Oi foi a 2ª vez que li o teu blog e reflecti imenso!Bom Trabalho!
Até à próxima

Anônimo disse...

Hi, Can you translate this website for me? Is this polish?
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PS. I know i’m a little off topic...

Anônimo disse...

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