Assim devia ser a viagem?
Quero servir-me deste blog para aprender português e divertir-me enquanto recordo alguns velhos quadrinhos espanhois (algum atual). Seguramente logo de mil anos eu rirei com todos os absurdos gramaticais e erros ortográficos... "Terei um montão de post por corrigir!"
Perdoem os erros gramaticais, qualquer indecisão ortográfica, e assinalem essas faltas se dispusserem de tempo, obrigado!

domingo, 18 de janeiro de 2009

O quadrinhista Carlos Giménez e o Prêmio Príncipe de Asturias.

A idéia foi de Carlos Pacheco, desenhista españhol em Marvel e DC, criador com Kurt Busiek da excepcional HQ/BD Arrowsmith [link--> Bedeteca de Lisboa, link--> Festival BD de Beja], a expressou ao termo de sua entrevista a Carlos Giménez realizada na Universidade de Cadiz o dia quinze deste mês. Ainda que nascida de casualidade, os espectadores assistentes nesse ato assumiram com naturalidade a lógica reivindicação e a final criaram a Plataforma Pro-Premio Príncipe de Asturias.
O grupo se encontra já no Facebook--> Plataforma Pro-Premio, podem-se unir a eles, e se escrebem um blog manifestem seu apoio para concessão deste galardão internacional a Carlos Giménez.
Fundação Príncipe de Asturias.
Os Prêmios Príncipes de Asturias estão destinados a galardoar o trabalho científico, técnico, cultural, social e humano realizado por pessoas, equipes de trabalho ou entidades no ámbito internacional, nas segunites categorías: Comunicaçao e Humanidades, Ciências Sociais, Artes, Letras, Investigaçao Científica e Técnica, Cooperação Internacioanal, Concórdia e, por último, Esportes.
As propostas de candidaturas deben ser da máxima exemplaridade e a sua obra ou contribução de reconhecida transcendência internacional.

LINK--> www.fundacionprincipedeasturias.org

Eu tentarei na próxima semana escrever alguns post com obras deste desenhista, mas agora resenharei um fato curioso que talvez já conheçam:
As homenagens nos quadrinhos/quadradinhos são muito habituais, mas o que eu recordo hoje é especial pois se homenageou uma das obras mais famosas de Carlos Giménez num tebeo de superheróis españóis. Seus responsáveis são Rafa Marín e Jesús Merino, na série Triada Vértice dentro do universo superheroico co-criado por Carlos Pacheco e o roteirista Marín (quem trabalhou também numa famosa etapa do Quarteto Fantástico). Link--> UI AR DE JAPIS

sábado, 3 de janeiro de 2009

Narração autobiográfica: Gari Folch.

Título: Gari Folch.
Roteiro e desenhos: Joan Mundet.
Editorial: Dolmen Editorial, coleção Siurell.
Data de publicação: 2008.

[
Capa dura, preto e branco, 136 páginas, 24x18. Prólogo do desenhista Angel de la Calle e um texto de Joan Mundet no que relata a génese desta BD/HQ e a trajetória da obra. Mais uma página completa e um extrato de dois historias desenhadas no final dos anos setenta).]

Esta HQ/BD tem uma história bem singular, não é uma reedição ainda que foi criada faz vinte anos nos inícios da época de esplendor das revistas espanholas de histórias em quadrinhos/bandas desenhadas.
Seu protagonista é Joan Fornells, um jovem desenhista na procura de trabalho no mundo da historieta para adultos surgida com a transformação das agências de desenhistas em editoriais e a chegada de outras novas editoras (
época já referida como o 'Boom do comic espanhol de 1975-1984', relacionada ao auge e declive das revistas). A rejeição dos editores, a busca do desenhista para publicar suas criações ou produzir encomendas das editoriais são as mesmas dificuldades que encontrou Joan Mundet e também a mesma oposição que na fim hoje superou seu Gari Folch; já que a história é mais complexa que o périplo percorrido por Fornells, alter ego de Mundet, ou as relações entre desenhistas e editores. Este espaço de reflexão social dos acontecimentos passados se une ao otimismo do protagonista. Quem superá seus contínuos fracassos e o desencanto ou excessivo realismo de alguns personagens, desenhistas que sim trabalham nesse mercado no que Fornells nunca consegue introduzir-se completamente.
A sombra desse mercado que esquivava o reflexo de seus consumidores é bem refletida nesta banda desenhada/história em quadrinhos não mostrando a nenhum outro leitor dessas HQs/BD que não sejam os próprios desenhistas ou editores. Não por mais somente em duas páginas durante a visita de Fornells e sua companheira ao primeiro Salón del cómic de Barcelona (1981) aparecem os leitores/consumidores que já não substituiram como público em massa ao público anterior da BD/HQ espanhola. Geração de leitores representada no caminhoneiro que associa o cómic, as historietas, que já na mente do desenhista são algo mais avançado, mais pessoal, com os velhos personagens infantis dos tebeos dos anos 40 e 50. Numa conversa na que Fornells reage baixando-se do caminhão.
São esses momentos de aparente renúncia e muitas vezes de caos e abatimento pasional de Fornells quando as fontes biográficas, as recordações compartilhadas por Joan Mundet e Joan Fornells, voltam visível Gari Folch como figura autobiográfica. Assim, tão importante como as fontes biográficas e da realidade que participaram os dois desenhista, Mundet/Fornells, é a história da própria obra desenvolvendo-se já então sem que Fornells o soubesse. Pois a obra em sua estrutura original ou ainda inacaba se publicaria por entregas nos primeiros números da revista de Luis Garcia & Josep Maria Beà editores (Rampa e Rambla), talvez uns poucos anos depois dos acontecimentos narrados nesta versão definitiva com novas páginas e seqüências.
Recordei uma frase de Hermann Kurzke (Thomas Mann. La vida como obra de arte. Una biografía.) antes de terminar a leitura deste tebeo: "Una gran obra es algo más que el mero producto de sus fuentes biográficas."

Nota especial: leitura online do primeiro capítulo de Gari Folch na web Joan Mundet/Merce Trabal. Ademais, o primeiro capítulo online da banda desenhada/história em quadrinhos O capitão Alatriste com roteiro de Carlos Giménez e desenhos do senhor Mundet.
Cayolargo, magazine online gratuito de Joan Mundet, na mesma web--> www.joanmundet.com
- Links Tebeosfera--> [1] Rambla [1.1] Capas Rambla [2] Trocha

Criado por Joan Mundet e Dani Ras Aledo:


Título: La generación más guapa: autores españoles de cómic 1960/1980.
Autores: Lorenzo F. Díaz e Paco I. Taibo II.
Editorial: Semana Negra e Fundación Municipal deCultura, Educación y Universidad Popular.
Data de publicação: 2005 (1000 exemplares).

[Catálogo da exposição La Geración más guapa coordenada pelo desenhista Angel da Callle na Semana Negra de Gijón 2005 (24x19, 165 páginas), com páginas e histórias de: Alfonso Font, Fernando Fernández, Enrique Ventura y Miguel Angel Nieto, Antonio Hernández Palacios, Enric Sió, Miguel Calatayud, Andreu Martín y Mariel Soria, Manfred Sommer, Adolfo Usero, Carlos Giménez, Leopoldo Sánchez, Antonio Segura, Alfonso Azpiri, o coletivo El Cubri, Florenci Clavé, Luis García y Víctor Mora, Esteban Maroto, Jordi Bernet.]

Encontrei sem procurar ["Mentira, mentira, mentira!"] uma boa informação na Rede Municipal de Bibliotecas de Lisboa, link--> o livro na Bedeteca.
Um dos bons livros de divulgação dá banda desenhada/história em quadrinhos que se repartem gratuitamente em Gijón durante seu festival da Semana Negra baseando-se nas exposições de cada edição. Não é casual que eu tenha reunido no mesmo post Gari Folch e este catálogo 2005 pois é um livro no que se resume tudo o que ocorreu nesses anos entre 1960 e 1980. Ademais, inclui alguma BD integra.
- A quemarropa, diário da Semana Negra de Gijón em formato PDF com uma BD/HQ de Antonio Hernández Palacios--> aqui
- Semana Negra de Gijón--> Semana Negra