Assim devia ser a viagem?
Quero servir-me deste blog para aprender português e divertir-me enquanto recordo alguns velhos quadrinhos espanhois (algum atual). Seguramente logo de mil anos eu rirei com todos os absurdos gramaticais e erros ortográficos... "Terei um montão de post por corrigir!"
Perdoem os erros gramaticais, qualquer indecisão ortográfica, e assinalem essas faltas se dispusserem de tempo, obrigado!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Os super-heróis republicanos.

Título: Rayos y centellas .
Roteiro: David Muñoz.
Desenhos: Luis Bustos.
Editorial: Camaleón Ediciones.
Data de publicação: 1996.

[
Três comic books (26x17, 24 pá
ginas, capa colorida), preto e branco. Produzida no selo Mala Sombra Ediciones, criado pelo roteirista Antonio Trashorras, para sua publicação em Camaleón.]

Meu grupo de super-heróis, sem dúvida. Rayos y centellas é um comic book espanhol de ciência ficção com um grande número de motivos e factos, históricos e populares, sorvedouro de referências no desamor do esquecimento da cultura e a comunicação entre o mundo da Historieta e a sociedade espanhola. Uma enumeração gloriosa de temas que introduz os super heróis na história de Espanha, mudando o conflito bélico de 1936 que rematou na nosa realidade com a vitória do bando rebelde do ditador (general e bandido) Francisco Franco.
Infelizmente, não foi um acontecimento de vendas estrondoso. Uma única aventura de três números... Uma incrível aventura! Um tesouro, poderia virar materia escolar no ano 2050 se o Palacio Real de Madrid desaparece numa cratera de inspiraçao e lume.
Madri. 1957.
A Republica ganhou a Guerra Civil, o exército rebelde não venceu. Seu general Francisco Franco morreu e o palácio do Pardo se transformou numas ruínas radiativas. Estes feitos históricos sucederam numa Terra paralela à nossa onde uma série de acontecimentos extraordinários proporcionou ao governo republicano a ajuda de uma nova tropa de elite, super seres, que conseguem derrotar às tropas fascistas. Além disso, as viagens no tempo já são possíveis por causa da criação do Kirbytrometro para o grupo de super-heróis Rayos y centellas.

No cerne da trama, cedo se vêem envolvidos numa viagem temporal por trás dum combate contra o General Saza. Cientista maluco inadaptado para viver na sociedade democrática que utiliza o sotaque e as expressões típicas de certos heróis dos quadrinhos espanhóis de postguerra e o discurso de uma autoridade da época, uma particularidade cruel da ditadura militar muito bem caricaturizada por seus criadores ampliando o olhar sobre as interações expresivas dos personagems em sua travessia através de um mundo paralelo no que a República foi vencida durante a Guerra civil. Mas tambem merece destaque o enredo de um paradoxo temporário no que se descobre a origem dos super seres e a relação de seus superpoderes com uma civilização alienígena.
Acredito que eu não preciso dizer muita coisa, aventura e humor, diversão. Luis Bustos e David Muñoz? Uma dessas HQs que se multiplicam a si mesmas para escapar de seus autores.

AVISO:
esta BD inclui grandes dinossauros. Promoções de produtos incríveis. Um enganoso Correio do leitor. O assassinato de Francisco Franco, um robô clonado a partir de células do cadáver do ditador espanhol, imagens da autópsia de um alienígena em Texas, e a aparição especial de The Beatles.

5 comentários:

Bira disse...

Blog fantásticoooooooooooo!
Voltarei muito....
Parabéns

Ismael Fancito. disse...

E minha pele ruborizada agradece o comentario.

Wellington Srbek disse...

Ah, este é um tebeo que mereceria ser lido e conhecido! Quiça eu tenha a sorte de um dia conhecê-lo. Fez-me lembrar o Marvelman e 1963 de Moore, mas teus comentários no texto (sobre a história espanhola) mostraram uma dimensão curiosa e interessante destes "Rayos e Centellas" (que título bacana!). Uma pena que super-heróis de qualidade e raiz nacional não façam sucesso na España, assim como não fazem aqui no Brasil...
Grande abraço!

Ismael Fancito. disse...

Esses curiosos quadrinhos retro de Alan Moore... Sou incapaz de comparar Rayos e centellas com outros tebeos. Mas se as mentes do melhor Roy Thomas e o melhor Steve Englehart se fundissem num acidente atômico, depois de receber classes magistrais de Tarot com Jodorowsky, criariam uns comic books muito semelhantes.

Wellington Srbek disse...

Caramba, amigo, Rayos y Centellas é mesmo uma obra que precisa ser lida!
O que me fez pensar em Moore foram a relação dos superpoderes com uma civilização alienigena e a ideia de relacionar a trama ficcional com um passado histórico.
Mas, pelo seu texto, a obra de Muñoz & Bustos tem um caráter político específico que não está nos trabalhos do mago inglês, a qual me deixou muito curioso para lê-la.
Saludos e um ótimo 2010 a todos do além-mar!