Assim devia ser a viagem?
Quero servir-me deste blog para aprender português e divertir-me enquanto recordo alguns velhos quadrinhos espanhois (algum atual). Seguramente logo de mil anos eu rirei com todos os absurdos gramaticais e erros ortográficos... "Terei um montão de post por corrigir!"
Perdoem os erros gramaticais, qualquer indecisão ortográfica, e assinalem essas faltas se dispusserem de tempo, obrigado!

sábado, 3 de janeiro de 2009

Narração autobiográfica: Gari Folch.

Título: Gari Folch.
Roteiro e desenhos: Joan Mundet.
Editorial: Dolmen Editorial, coleção Siurell.
Data de publicação: 2008.

[
Capa dura, preto e branco, 136 páginas, 24x18. Prólogo do desenhista Angel de la Calle e um texto de Joan Mundet no que relata a génese desta BD/HQ e a trajetória da obra. Mais uma página completa e um extrato de dois historias desenhadas no final dos anos setenta).]

Esta HQ/BD tem uma história bem singular, não é uma reedição ainda que foi criada faz vinte anos nos inícios da época de esplendor das revistas espanholas de histórias em quadrinhos/bandas desenhadas.
Seu protagonista é Joan Fornells, um jovem desenhista na procura de trabalho no mundo da historieta para adultos surgida com a transformação das agências de desenhistas em editoriais e a chegada de outras novas editoras (
época já referida como o 'Boom do comic espanhol de 1975-1984', relacionada ao auge e declive das revistas). A rejeição dos editores, a busca do desenhista para publicar suas criações ou produzir encomendas das editoriais são as mesmas dificuldades que encontrou Joan Mundet e também a mesma oposição que na fim hoje superou seu Gari Folch; já que a história é mais complexa que o périplo percorrido por Fornells, alter ego de Mundet, ou as relações entre desenhistas e editores. Este espaço de reflexão social dos acontecimentos passados se une ao otimismo do protagonista. Quem superá seus contínuos fracassos e o desencanto ou excessivo realismo de alguns personagens, desenhistas que sim trabalham nesse mercado no que Fornells nunca consegue introduzir-se completamente.
A sombra desse mercado que esquivava o reflexo de seus consumidores é bem refletida nesta banda desenhada/história em quadrinhos não mostrando a nenhum outro leitor dessas HQs/BD que não sejam os próprios desenhistas ou editores. Não por mais somente em duas páginas durante a visita de Fornells e sua companheira ao primeiro Salón del cómic de Barcelona (1981) aparecem os leitores/consumidores que já não substituiram como público em massa ao público anterior da BD/HQ espanhola. Geração de leitores representada no caminhoneiro que associa o cómic, as historietas, que já na mente do desenhista são algo mais avançado, mais pessoal, com os velhos personagens infantis dos tebeos dos anos 40 e 50. Numa conversa na que Fornells reage baixando-se do caminhão.
São esses momentos de aparente renúncia e muitas vezes de caos e abatimento pasional de Fornells quando as fontes biográficas, as recordações compartilhadas por Joan Mundet e Joan Fornells, voltam visível Gari Folch como figura autobiográfica. Assim, tão importante como as fontes biográficas e da realidade que participaram os dois desenhista, Mundet/Fornells, é a história da própria obra desenvolvendo-se já então sem que Fornells o soubesse. Pois a obra em sua estrutura original ou ainda inacaba se publicaria por entregas nos primeiros números da revista de Luis Garcia & Josep Maria Beà editores (Rampa e Rambla), talvez uns poucos anos depois dos acontecimentos narrados nesta versão definitiva com novas páginas e seqüências.
Recordei uma frase de Hermann Kurzke (Thomas Mann. La vida como obra de arte. Una biografía.) antes de terminar a leitura deste tebeo: "Una gran obra es algo más que el mero producto de sus fuentes biográficas."

Nota especial: leitura online do primeiro capítulo de Gari Folch na web Joan Mundet/Merce Trabal. Ademais, o primeiro capítulo online da banda desenhada/história em quadrinhos O capitão Alatriste com roteiro de Carlos Giménez e desenhos do senhor Mundet.
Cayolargo, magazine online gratuito de Joan Mundet, na mesma web--> www.joanmundet.com
- Links Tebeosfera--> [1] Rambla [1.1] Capas Rambla [2] Trocha

Criado por Joan Mundet e Dani Ras Aledo:


Título: La generación más guapa: autores españoles de cómic 1960/1980.
Autores: Lorenzo F. Díaz e Paco I. Taibo II.
Editorial: Semana Negra e Fundación Municipal deCultura, Educación y Universidad Popular.
Data de publicação: 2005 (1000 exemplares).

[Catálogo da exposição La Geración más guapa coordenada pelo desenhista Angel da Callle na Semana Negra de Gijón 2005 (24x19, 165 páginas), com páginas e histórias de: Alfonso Font, Fernando Fernández, Enrique Ventura y Miguel Angel Nieto, Antonio Hernández Palacios, Enric Sió, Miguel Calatayud, Andreu Martín y Mariel Soria, Manfred Sommer, Adolfo Usero, Carlos Giménez, Leopoldo Sánchez, Antonio Segura, Alfonso Azpiri, o coletivo El Cubri, Florenci Clavé, Luis García y Víctor Mora, Esteban Maroto, Jordi Bernet.]

Encontrei sem procurar ["Mentira, mentira, mentira!"] uma boa informação na Rede Municipal de Bibliotecas de Lisboa, link--> o livro na Bedeteca.
Um dos bons livros de divulgação dá banda desenhada/história em quadrinhos que se repartem gratuitamente em Gijón durante seu festival da Semana Negra baseando-se nas exposições de cada edição. Não é casual que eu tenha reunido no mesmo post Gari Folch e este catálogo 2005 pois é um livro no que se resume tudo o que ocorreu nesses anos entre 1960 e 1980. Ademais, inclui alguma BD integra.
- A quemarropa, diário da Semana Negra de Gijón em formato PDF com uma BD/HQ de Antonio Hernández Palacios--> aqui
- Semana Negra de Gijón--> Semana Negra

2 comentários:

PAblo disse...

¿Pero ese tebeo no se lo había comido su perro (o era el gato)? Menos mal que le dio tiempo a leerselo y ahora podrá disfrutar de una agradable máscota que le dé sabios consejos con la que compartir su pasión por los cómics.

Ismael Fancito. disse...

Solo lo masticó un poquito. Hay buenos links brasileños y portugueses por la columna lateral: por ejemplo, el blog Leituras de BD me servirá dentro de un año para volver a seleccionar compras USAdas. Los programas de TV brasileños sobre tebeos también son muy buenos y salen tipos de lo más internacional asomando careto. Quarto Mundo, tebeos brasileños gratis y otras buenas ideas gestionadas por los propios dibujantes. Divulgando Banda desenhada con su entrada especial dedicada al Tintin en Portugal. El atrevimiento de BD Tube aún no experimentado en España. O la superweb Nostalgia do terror, el tipo de lugar internero que a mí me gustaría ver en español. La rvista Ilustrar...