Assim devia ser a viagem?
Quero servir-me deste blog para aprender português e divertir-me enquanto recordo alguns velhos quadrinhos espanhois (algum atual). Seguramente logo de mil anos eu rirei com todos os absurdos gramaticais e erros ortográficos... "Terei um montão de post por corrigir!"
Perdoem os erros gramaticais, qualquer indecisão ortográfica, e assinalem essas faltas se dispusserem de tempo, obrigado!

sábado, 27 de dezembro de 2008

Gilgamesh: Memória.


Título: Mark 2000.
Roteiros: Robin Wood.
Desenhos: Lucho Olivera, Ricardo Villagrán, Juan Dalfiume, Alberto Salinas, Carlos Voght, Arturo del Castillo, Luis García Durán, José Luis García Lopez, Caloi, Bróccoli, Alfredo de la María, Zaffino.
Editorial: Robin Wo
od.
Data de publicação: 1984 (oito números).
[Revista de histórias em quadrinhos, 28x20, 58-86 páginas, preto e branco exceto uma ou dois histórias coloridas por número (sempre diferente série).]

Eu conheci ao Gilgamesh nesta revista de histórias em quadrinhos, a Mark 2000 que dirigiu e produziu o roteirista Robin Wood. Gilgamesh, Utnapishtin, Uruk, Sumeria... Indiferente à cronologia, ignorando nessa época a existência da Epopéia de Gilgamesh [link--> Graffiti], eu lia Gilgamesh o imortal de Lucho Olivera e Robin Wood. Hoje gosto da narração direta, contos, novelas, BD/HQ que resgatam o mito sem utilizar análises psicológicas nem fenômenos psicomentais.
Desde o ano 1985 até princípios dos noventa eu ainda cria que este roteirista era um escritor argentino às escondidas: então imaginava "Se seus textos não são iguais aos de Carlos Trillo então seria o pseudônimo do Ricardo Barreiro!". Já ao principiar a década dos noventa (1994-95) pensei em Oesterheld, pois lia os meus Eternautas enquanto recuperava velhas historietas de Hugo Pratt com roteiros do criador de Ticonderoga e Sargento Kirk. Porém não era verdadeiro, Robin Wood vive e escreve 'fumettis' [link--> listagem de personagens].
Uma revista bem estranha. Segundo declarou o senhor Wood numa reportagem de Ariel Avilez e Germán Lanzillota [link--> Rebrote], apesar de publicar somente oito números a Mark 2000 não desapareceu por falta de vendas ou financiamento, realizar todos os materiais da revista era um trabalho excessivo inclusive pára o roteirista paraguaio: Mark com desenhos de Ricardo Villagrán, a série de humor Pepe Sanchez com Carlos Vogt, Dago jumto a Alberto Salinas, Nippur de Lagash com Ricardo Villagrán e Jackaroe e Gilgamesh de Dalfiume e Lucho Olivera. Historietas de grande sucesso que até hoje só se publicaram em Espanha nesta velha revista ao invés às histórias de Trillo ou Barreiro.
Eu recordarei a Gilgamesh, no seguinte link da revista-web Tebeosfera há uma breve análise de Iván Olmedo dos conteúdos da Mark--> Robin Wood en España: La revista Mark 2000. Con licencia para escribir.
Uma mostra do grande poder deste personagem é que até hoje eu só tinha lido oito episódios e mesmo assim nunca os esqueci. Não ocultarei a verdade, de não aceder à internet provavelmente não teria lido outros capítulos; as webs, os clubs de internautas admiradores dá obra de Robin Wood são inumeráveis. Ao final do post linkei aos incríveis seres imortais do clube Gilgamesh de Uruk - O clube do imortal.
Gilgamesh o imortal é uma história em quadrinhos/banda desenhada de ciência ficção com mensages escatológicos, a morte, o Tempo e a História, a eternidade e as dúvidas da existência de um conh
ecimento intemporal, criado (1969, Editorial Columba) por Lucho Olivera a partires de seu interes nos estudos de sumeriología. Guioniza e desenha a série durante quase três anos, depois com roteiros de Sergio Mulko e, mais tarde, uma nova etapa com Robin Wood. A etapa desta revista Mark 2000, com recordações da infância de Gilgamesh e seu terror à morte, o encontro do primeiro amor e a loucura da conquista da imortalidade com sua consecução depois de salvar a Utnapishtim; viajante de uma antiqüíssima raça alienígena que dominou a morte e renunciou a essa conquista que Gilgamesh aceita contra às advertências de seu amigo. Aqui, prepara-se o motivo extrahistórico, transcendente, quando Utnapishtin assegura que eles se verão novamente no planeta púrpura depois de muito anos. No futuro.
A marcha de Uruk depois de uma conversa entre Nippur de Lagash e Gilgamesh que lhe rebelará a este último a fatalidade
que supõe para seu povo viver à sombra de um rei imortal num memorável diálogo, real, enormemente sensível, humano, característico de Robin Wood. Guerra, destruição, a estadia na cidade asiria de Nínive ao lado de Assurbanipal e no episódio titulado El nazareno (galardoado pela Universitá pontificia Saleciana com o prêmio ao melhor quadrinho/banda desenhada religioso) a primeira grande ocasião de comprovar a profundidade de Gilgamesh el inmortal:
Jerusalén, o Imortal é testemunha da morte de um rei sem reino. Pilatos, Caifás, Herodes, Barrabás... Gilgamesh, agora centurión romano, uma peça mais seguindo o curso rígido e severo da História que começará no Gólgota. Isso parece, mas ele é imortal e recorda. Não é um herói como Aquiles que conservou sua memória después da morte, a recordação de Gilgamesh, a epopeia de seu povo e de seu reinado, rompeu em pedaços. Gilgamesh não morreu, não morre, nunca morrerá, ele é a testemunha perfeita pois é a representação máxima da recordação: viu arder Nínive e morrer Cartago, impérios alçar-se e mil gerações morrer, viu também a um israelita chamado Moises nos contam Olivera e Wood.
O imortal não esquece, não esquece nada.
A iminência de um futuro indefectible aparece quando o protagonista assiste ao mais mínimo fato que manifeste esperança. Na humanidade, no universo ou em sua conexão com ambos, isto é, Gilgamesh como exemplo da importância da recordação. A importância de não esquecer, maravilhoso e complexo entrelaçamento entre San Juan 14,26, o Poema de Gilgamesh e a lição clássica segundo a qual ter consciência das coisas é recordá-las.
Resulta mais assombroso se se conhece o final da saga, pelo menos, o final que satisfez a Robin Wood, onde decidiu abandonar os roteiros. Pode-se, para valer hoje se pode ler esse final, ainda que não da melhor das maneiras, sim se pode recordar
!

Título: Gilgamesh el inmortal: Hora cero.
Roteiro: Sergio Mulko.
Desenhos: Lucho Olivera.
Editorial: Doedytores, coleção Biblioteca MP de Novela Gráfica.
Data de de publicação: 2008.

[Capa branda, 128 páginas, preto e branco, prólogo de Ariel avilez. Primeira edição de 3000 exemplares. ]

Eu enlouqueço com Gilgamesh, adoro a editorial Doedytores. A publicação da biografia Che. Vida de Ernesto Che Guevara de Enrique Breccia, Héctor G. Oesterheld e Alberto Breccia em Brasil é recente, também se distribuiu em Espanha. Mas esta editora têm outras bandas desenhadas/histórias em quadrinhos fabulosas, Gilgamesh: Hora zero é um bom exemplo.
Eu creio que esta etapa com roteiros de Sergio Mulko (anterior à versão de Robin Wood) é a que serviu a muitos leitores para comparar o Gilgamesh com o Eternauta. Não por sua transcendência ou importância na história da Historieta argentina senão por alguns elementos comuns como a solidão dos dois personagens e sua busca errante. Ainda que até hoje El Eternauta não encontrou um roteirista que continue suas aventuras ao mesmo nível de Oesterheld e, no entanto, o Imortal já conheceu a Lucho Olivera, Sergio Mulko, Wood, Ricardo Ferrari e Alfredo Grassi.
A história selecionada começa com Gilgamesh numa Terra destruída e sem vida até a descoberta de um computador encarregado de manter a um grupo de humanos em hibernação na custodia de uma criatura pacífica e enigmática. No Himalaya, onde todos os amigos e inimigos são seres extraterrenos, Gilgamesh vigiará a recuperação do planeta e a evolução dos novos humanos com a companhia do computador e seu mítico guardian. Ademais, tentará averiguar o segredo da imortalidade que Utnapishtin lhe presenteou até descobrir que seu segredo é ambicionado por uma raça maligna de surpreendente tecnologia.
Gilgamesh: Hora Zero gere habilmente dois temas imperecíveis, a criação do mundo e sua destruição -sim, Oscar Wilde já o sabia!-; ainda que o mais interessante é o da impossibilidade da existência de sociedades arreligiosas, eixo central da trama. Sua culminação, o encontro com a raça de Utnapishtin e a descoberta de sua trágica situação.

- Link clube de seguidores deste personagem--> Gilgamesh de Uruk - El club del inmortal
- Gilgamesh em Sapainka--> 1 2 3
- Link ADA--> Lucho Olivera no número quatro da Revista Sacapuntas (Enrique Alcatena).
- Blog do roteirista Armando Fernández
- Link Rebrote--> Lucho Olivera

4 comentários:

Ismael Fancito. disse...

"Resulta mais assombroso SE SE CONHECE o final da saga, PELO MENOS, o final que SATISFIZÓ a Robin Wood, onde decidiu abandonar os roteiros. Pode-se, para valer hoje se pode ler esse final, ainda que não da melhor das maneiras, sim SE PODE RECORDAR!"

-satisfez

Ismael Fancito. disse...

hibernación

Ismael Fancito. disse...

hibernação?

Ismael Fancito. disse...

hidtórias = histórias