Assim devia ser a viagem?
Quero servir-me deste blog para aprender português e divertir-me enquanto recordo alguns velhos quadrinhos espanhois (algum atual). Seguramente logo de mil anos eu rirei com todos os absurdos gramaticais e erros ortográficos... "Terei um montão de post por corrigir!"
Perdoem os erros gramaticais, qualquer indecisão ortográfica, e assinalem essas faltas se dispusserem de tempo, obrigado!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Uma breve homenagem.

Título: El otro Necronomicón.
Roteiro: Antonio Segura.
Desenhos: Jaime Brocal Remohí.
Prólogo: Alberto Breccia. Editorial: Toutaim Editor.
Data de publicação: 1992.
[Álbum 20x27, 80 paginas, capa branda e uma pequena biografia de Howard Phillips Lovecraft.]

Antonio Segura vive, e continua escrevendo roteiros para histórias em quadrinhos. Não numa editorial espanhola senão para o Tex (pulsa o link) de Bonelli Editore. Ao menos isso crio, ainda que poderia ser que agora só derrube colunas com o poder de sua mirada ou que já não escreva roteiros de HQs.
Isso o sabereis vocês melhor do que eu, porque seu trabalho não se publica em Espanha. Nem sequer seus velhos gibis se voltaram a reeditar, a exceção de alguns dos trabalhos realizados junto a Jordi Bernet por parte da filial espanhola de Glenat, nem parece que tenha um editor interessado em realizar esta recuperação.
Jaime Brocal Remohí foi o primeiro europeu em desenhar um manga o Kami No Ude (editorial nipona Kôdansha), editado en Espanha por Planeta-De Agostini com o título de El brazo de dios. Quiçá seja este o único dado relevante que dentro dums anos o público dos quadrinhos possa recordar, pois sua produção como desenhista nunca foi reunida convenientemente. E encontrá-la supõe todo um repto que requer não só dum pormenorizado seguimento de revistas em quadrinhos e publicações estrangeiras senão, também, estar disposto a pagar muito por elas.
Pode ser por essa dificuldade que eu escolhi esta HQ, a que mais facilmente se pode conseguir no mercado da segunda mão (já seja em livrarias ou através de internet).
El otro Necronomicon se publicou originalmente na revista em quadrinhos de horror Creepy editada por Josep Toutaim, durante a sua segunda época de publicação (1990). Uma revista que facilitou, desde 1979 até mediados da década dos 80, a difusão do trabalho de muitos deses desenhistas espanhóis , que ja tinham triunfado ao vender seus quadrinhos para médio mundo, antes de ser conhecidos no seu próprio país. Esta HQ está formada por várias histórias que compartilham uma mesma temática de horror, o terror do escritor Howard Phillips Lovecraft. Se serve de uma estrutura narrativa convencional, quase uma imposição naqueles dias, tal e como se costumava trabalhar para a criação de várias histórias curtas que, depois de ser publicadas numa revista, pudessem ser compiladas em formato álbum tempo depois. Así, Segura y Brocal homenagearon doblemente tanto a Lovecraft como a Alberto Breccia utilizando el fondo literario del famoso escritor estadounidense nas sete historias deste gibi: La voz de la bestia sin nombre, Bloody blues, El shoggoths, Los hombres de negro, Jugando con fuego, La feromona y Un mal principio, un mal final.
Partindo do prólogo escrito por Breccia para o ábum de seu amigo Brocal, e mediante um jogo literário que media entre o real e o fictício de seus encontros, se nos relata como o desenhista de Mort Cinder lhes entregou os dous autores um misterioso manuscrito que relata os encontros e investigações transcritos por um personagem anônimo, provavelmente o mesmo Lovecraft, que também aparece como personagem na história titulada El shoggoths. A entrega deste livro maldito (O outro Necronomicon) desenvolve-se depois em três páginas onde Breccia, como um personagem mais, adverte ao roteirista e ao desenhista dos perigos que arca a investigação que pretendem levar a cabo.
Ao final, os dois decidem continuar desenhando a estranha história do manuscrito ao não ter conseguido, segundo conta Antonio Segura num novo escrito que antecede aos quadrinhos, averiguar se realmente foi H. P. Lovecraft quem o redigiu ao longo de sua vida a modo de diário.
O mais marcante é o excelente labor de Segura para dotar de unidade os relatos ao incluir-se junto a Brocal , inclusive, a Josep Toutaim (o editor), em várias das histórias já seja protagonizando-as ou, como ocorre em La feromona, sendo testemunhas das confissões duma das vítimas dos estranhos acontecimentos.
Los hombres de negro y Jugando con fuego participam da imersão fictícia dos autores e da presença das figuras míticas dos homens de negro criados por Alberto Breccia e Héctor Germán Oesterheld em Mort Cinder. Personagens que dissuadem a Brocal Remohí e Antonio Segura de publicar sua história em quadrinhos. Ainda que a decisão definitiva a tomará o editor de Creepy, Toutaim, uma situação muito cômica que não arruína o climax terrível do conjunto do álbum.
A ultima das histórias, Un mal principio, un mal final (Um mau princípio, um mau final), recupera o personage de Alberto Breccia. Quem decidirá enfrentar-se a um mistério que lhe pode ocasionar a morte, quiçá algo muito pior.
Se trata da mais importante já que fecha e, ao mesmo tempo, abre a obra pela particularidade de servir narrativamente à portada e contraportada interior desta HQ. Um engenhoso recurso de Brocal e Segura no completo desenho de sua obra, desde cujo interior, por trás da portada, vêem-se os olhos do próprio leitor. Nossa mirada de horror ante o mundo desdobrado por essa mulher.

[Jaime Brocal Remohí (1936-2002): desenhista nascido em Valencia (Espanha). Começou a desenhar num suplemento infantil do jornal Las Provincias antes de cumprir vinte anos para trabalhar depois na Editorial Valenciana e Maga. Ao finalizar os anos cinquenta trabalhou para Toray na Coleção Hazañas del Oeste. E, também, para a Fleetway inglesa. Daqueles primeiros anos destaca Katam (gênero fantástico).
Já a partir dos anos setenta começam a frutificar suas tentativas de criar heróis fantásticos próprios da mitologia nórdica como Kronan (revista em quadrinhos Trinca e Nueva Frontera), Arcano (na revista em quadrinhos francesa Pilote), The Mummy (Warren), Tarzán, El último mohicano, etc.]

Outras obras de Jaíme Brocal Remohí CÓMICS EN EXTINCIÓN:
[link]--> Taar el rebelde
[link]--> Arcano
Leituras de BD--> Taar o rebelde

5 comentários:

sandra monte disse...

Buenas noches Ismael,
Ah sí, usted puede poner informaciones de los problemas con Eden y Peach Girl en Brasil, sí.

Cuanto más personas saberen, mejor! Principalmente en Europa!

Vale? Hasta pronto!


Sandra Monte
Papo de Budega

Bongop disse...

Olá Ismael, gosto muito da arte de Brocal!
Infelizmente apenas conheço dele os seis primeiros volumes de Taar, que foram editados em Portugal... embora a estória, enfim ... seja um bocadinho pobre, mas isso não é culpa de Brocal :-)

Ismael Fancito. disse...

Sim, a história de Taar não era muito original.
Proximamente escreverei uma pequena sinopse do braço de Deus, o manga de Brocal Remohí.

Ismael Fancito. disse...

Corrigindo erros:

-comenzo desenhando = começou a desenhar

Anônimo disse...

Meu vizinho e eu ter sido apenas debatendo este tema específico, ele geralmente em busca de me mostrar incorreta. Sua opinião sobre isso é ótimo e precisamente como eu realmente sinto . Eu só agora enviei-o este site para apontar o seu ponto de vista individual. Depois de tentar mais de seu Web site que guia marcada e provavelmente vai vir de novo para aprender suas novas mensagens !