Assim devia ser a viagem?
Quero servir-me deste blog para aprender português e divertir-me enquanto recordo alguns velhos quadrinhos espanhois (algum atual). Seguramente logo de mil anos eu rirei com todos os absurdos gramaticais e erros ortográficos... "Terei um montão de post por corrigir!"
Perdoem os erros gramaticais, qualquer indecisão ortográfica, e assinalem essas faltas se dispusserem de tempo, obrigado!

sábado, 27 de dezembro de 2008

Gilgamesh: Memória.


Título: Mark 2000.
Roteiros: Robin Wood.
Desenhos: Lucho Olivera, Ricardo Villagrán, Juan Dalfiume, Alberto Salinas, Carlos Voght, Arturo del Castillo, Luis García Durán, José Luis García Lopez, Caloi, Bróccoli, Alfredo de la María, Zaffino.
Editorial: Robin Wo
od.
Data de publicação: 1984 (oito números).
[Revista de histórias em quadrinhos, 28x20, 58-86 páginas, preto e branco exceto uma ou dois histórias coloridas por número (sempre diferente série).]

Eu conheci ao Gilgamesh nesta revista de histórias em quadrinhos, a Mark 2000 que dirigiu e produziu o roteirista Robin Wood. Gilgamesh, Utnapishtin, Uruk, Sumeria... Indiferente à cronologia, ignorando nessa época a existência da Epopéia de Gilgamesh [link--> Graffiti], eu lia Gilgamesh o imortal de Lucho Olivera e Robin Wood. Hoje gosto da narração direta, contos, novelas, BD/HQ que resgatam o mito sem utilizar análises psicológicas nem fenômenos psicomentais.
Desde o ano 1985 até princípios dos noventa eu ainda cria que este roteirista era um escritor argentino às escondidas: então imaginava "Se seus textos não são iguais aos de Carlos Trillo então seria o pseudônimo do Ricardo Barreiro!". Já ao principiar a década dos noventa (1994-95) pensei em Oesterheld, pois lia os meus Eternautas enquanto recuperava velhas historietas de Hugo Pratt com roteiros do criador de Ticonderoga e Sargento Kirk. Porém não era verdadeiro, Robin Wood vive e escreve 'fumettis' [link--> listagem de personagens].
Uma revista bem estranha. Segundo declarou o senhor Wood numa reportagem de Ariel Avilez e Germán Lanzillota [link--> Rebrote], apesar de publicar somente oito números a Mark 2000 não desapareceu por falta de vendas ou financiamento, realizar todos os materiais da revista era um trabalho excessivo inclusive pára o roteirista paraguaio: Mark com desenhos de Ricardo Villagrán, a série de humor Pepe Sanchez com Carlos Vogt, Dago jumto a Alberto Salinas, Nippur de Lagash com Ricardo Villagrán e Jackaroe e Gilgamesh de Dalfiume e Lucho Olivera. Historietas de grande sucesso que até hoje só se publicaram em Espanha nesta velha revista ao invés às histórias de Trillo ou Barreiro.
Eu recordarei a Gilgamesh, no seguinte link da revista-web Tebeosfera há uma breve análise de Iván Olmedo dos conteúdos da Mark--> Robin Wood en España: La revista Mark 2000. Con licencia para escribir.
Uma mostra do grande poder deste personagem é que até hoje eu só tinha lido oito episódios e mesmo assim nunca os esqueci. Não ocultarei a verdade, de não aceder à internet provavelmente não teria lido outros capítulos; as webs, os clubs de internautas admiradores dá obra de Robin Wood são inumeráveis. Ao final do post linkei aos incríveis seres imortais do clube Gilgamesh de Uruk - O clube do imortal.
Gilgamesh o imortal é uma história em quadrinhos/banda desenhada de ciência ficção com mensages escatológicos, a morte, o Tempo e a História, a eternidade e as dúvidas da existência de um conh
ecimento intemporal, criado (1969, Editorial Columba) por Lucho Olivera a partires de seu interes nos estudos de sumeriología. Guioniza e desenha a série durante quase três anos, depois com roteiros de Sergio Mulko e, mais tarde, uma nova etapa com Robin Wood. A etapa desta revista Mark 2000, com recordações da infância de Gilgamesh e seu terror à morte, o encontro do primeiro amor e a loucura da conquista da imortalidade com sua consecução depois de salvar a Utnapishtim; viajante de uma antiqüíssima raça alienígena que dominou a morte e renunciou a essa conquista que Gilgamesh aceita contra às advertências de seu amigo. Aqui, prepara-se o motivo extrahistórico, transcendente, quando Utnapishtin assegura que eles se verão novamente no planeta púrpura depois de muito anos. No futuro.
A marcha de Uruk depois de uma conversa entre Nippur de Lagash e Gilgamesh que lhe rebelará a este último a fatalidade
que supõe para seu povo viver à sombra de um rei imortal num memorável diálogo, real, enormemente sensível, humano, característico de Robin Wood. Guerra, destruição, a estadia na cidade asiria de Nínive ao lado de Assurbanipal e no episódio titulado El nazareno (galardoado pela Universitá pontificia Saleciana com o prêmio ao melhor quadrinho/banda desenhada religioso) a primeira grande ocasião de comprovar a profundidade de Gilgamesh el inmortal:
Jerusalén, o Imortal é testemunha da morte de um rei sem reino. Pilatos, Caifás, Herodes, Barrabás... Gilgamesh, agora centurión romano, uma peça mais seguindo o curso rígido e severo da História que começará no Gólgota. Isso parece, mas ele é imortal e recorda. Não é um herói como Aquiles que conservou sua memória después da morte, a recordação de Gilgamesh, a epopeia de seu povo e de seu reinado, rompeu em pedaços. Gilgamesh não morreu, não morre, nunca morrerá, ele é a testemunha perfeita pois é a representação máxima da recordação: viu arder Nínive e morrer Cartago, impérios alçar-se e mil gerações morrer, viu também a um israelita chamado Moises nos contam Olivera e Wood.
O imortal não esquece, não esquece nada.
A iminência de um futuro indefectible aparece quando o protagonista assiste ao mais mínimo fato que manifeste esperança. Na humanidade, no universo ou em sua conexão com ambos, isto é, Gilgamesh como exemplo da importância da recordação. A importância de não esquecer, maravilhoso e complexo entrelaçamento entre San Juan 14,26, o Poema de Gilgamesh e a lição clássica segundo a qual ter consciência das coisas é recordá-las.
Resulta mais assombroso se se conhece o final da saga, pelo menos, o final que satisfez a Robin Wood, onde decidiu abandonar os roteiros. Pode-se, para valer hoje se pode ler esse final, ainda que não da melhor das maneiras, sim se pode recordar
!

Título: Gilgamesh el inmortal: Hora cero.
Roteiro: Sergio Mulko.
Desenhos: Lucho Olivera.
Editorial: Doedytores, coleção Biblioteca MP de Novela Gráfica.
Data de de publicação: 2008.

[Capa branda, 128 páginas, preto e branco, prólogo de Ariel avilez. Primeira edição de 3000 exemplares. ]

Eu enlouqueço com Gilgamesh, adoro a editorial Doedytores. A publicação da biografia Che. Vida de Ernesto Che Guevara de Enrique Breccia, Héctor G. Oesterheld e Alberto Breccia em Brasil é recente, também se distribuiu em Espanha. Mas esta editora têm outras bandas desenhadas/histórias em quadrinhos fabulosas, Gilgamesh: Hora zero é um bom exemplo.
Eu creio que esta etapa com roteiros de Sergio Mulko (anterior à versão de Robin Wood) é a que serviu a muitos leitores para comparar o Gilgamesh com o Eternauta. Não por sua transcendência ou importância na história da Historieta argentina senão por alguns elementos comuns como a solidão dos dois personagens e sua busca errante. Ainda que até hoje El Eternauta não encontrou um roteirista que continue suas aventuras ao mesmo nível de Oesterheld e, no entanto, o Imortal já conheceu a Lucho Olivera, Sergio Mulko, Wood, Ricardo Ferrari e Alfredo Grassi.
A história selecionada começa com Gilgamesh numa Terra destruída e sem vida até a descoberta de um computador encarregado de manter a um grupo de humanos em hibernação na custodia de uma criatura pacífica e enigmática. No Himalaya, onde todos os amigos e inimigos são seres extraterrenos, Gilgamesh vigiará a recuperação do planeta e a evolução dos novos humanos com a companhia do computador e seu mítico guardian. Ademais, tentará averiguar o segredo da imortalidade que Utnapishtin lhe presenteou até descobrir que seu segredo é ambicionado por uma raça maligna de surpreendente tecnologia.
Gilgamesh: Hora Zero gere habilmente dois temas imperecíveis, a criação do mundo e sua destruição -sim, Oscar Wilde já o sabia!-; ainda que o mais interessante é o da impossibilidade da existência de sociedades arreligiosas, eixo central da trama. Sua culminação, o encontro com a raça de Utnapishtin e a descoberta de sua trágica situação.

- Link clube de seguidores deste personagem--> Gilgamesh de Uruk - El club del inmortal
- Gilgamesh em Sapainka--> 1 2 3
- Link ADA--> Lucho Olivera no número quatro da Revista Sacapuntas (Enrique Alcatena).
- Blog do roteirista Armando Fernández
- Link Rebrote--> Lucho Olivera

sábado, 20 de dezembro de 2008

Guerra civil espanhola: Sordo.

Titulo: Sordo.
Roteiro:David Muñoz.
Desenhos: Rayco Pulido.
Editorial: Edicions de Ponent, coleção SolySombra.
Data de publicação: 2008.
[Capa branda, 69 páginas, preto e branco, 19x25. David Muñoz é também roteirista de cinema (A Espinha do Diabo).]

Uma nova BD/HQ relacionada com a Guerra Civil Espanhola: Anselmo é um dos fugidos que se converteram em guerrilheiros antifranquistas depois da derrota do bando republicano. Membro de um pequeno grupo que ainda crêe possível uma intervenção internacional em Espanha desrespeitando à ditadura enquanto ajudados pelas leis de solidariedade próprias dos habitantes do meio rural. Ainda que ele não pensa igual, pois Anselmo, quem estudava para converter-se em maestro de escola quando começou a guerra, não crê verdadeiras as notícias de seu colega Roberto.
O grupo de guerrilheiros morrerá acidentalmente quando explode a dinamite que estaban a manipular durante uma sabotagem, Roberto é capturado pelos soldados franquistas e Anselmo regressa só aos montes. Surdo. Só e surdo sobrevive,
mas ele é incapaz de obter alimento.
Esta história é bem mais angustiante que suas sinopses. Ao destruir-se o grupo, Anselmo perde sua condição de guerrilheiro convertendo-se num troféu de caça, um bandido. Desnutrido, isolado, surdo e abandonado, o protagonista revela sua verdadeira condição de vítima da repressão franquista. Perde toda relação com a consciência e a organização política que representava Roberto, só pensa em fugir de Espanha enquanto se anunciam as invasões guerrilleras do vale de Arán através da fronteira com França. Mas Anselmo e Roberto voltarão a estar juntos, quiçá como metáfora do fracasso do Partido Comunista Espanhol para erigir-se em vanguarda dessa luta. Assim, na figura do urso poderíamos imaginar uma representação do politburó ou a Komintern e a indiferença dos poderes soviéticos na luta dos maquis.
Sem referências cronológicas nem um afan realista extremado, Sordo reflete a vida dos guerrilheiros antifranquistas e sua dramática condição histórica: seres de fronteira, esquecidos fantasmas. Uma história em quadrinhos/ banda desenhada quase sem diálogos ou textos na que seu principal protagonista mal se comunica.
O melhor, não se trata de um simples retrato pois, ainda que os detalhes sejam fiéis à realidade, por exemplo, uma mulher vertebra a relação entre Anselmo e Roberto como fizeram as mulheres em aquela luta política, todos os elementos possuem uma dupla natureza.

- Link Sordo (blog de David Muñoz)--> ASÍ (No) SE HIZO
- Link Fernando Ribeiro--> Cambedo Maquis
- Link--> Guerra Civil de Espanha 1936-39 "Muitos portugueses – na sua maioria exilados – lutaram de armas na mão na defesa de Madrid e em muitas outras batalhas da Guerra Civil de Espanha. Também o governo de Salazar organizou e enviou para Espanha milhares de combatentes, os “Viriatos”, além de apoio logístico e diplomático."
- Exposição em Salamanca (Espanha)--> Los TBOs de la Guerra Civil. Niños y propaganda, 1936-1939
- Link, artigo do pesquisador de quadrinhos/bandas desenhadas Antoni Guiral--> Exilio de la memoria histórica

"Pra tirar ums risos Wolverine na Guerra civil espanhola!"

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Misery Depot.

Titulo: Misery Depot.
Roteiro:
Hermés Piqué.

Desenhos:
Juan Romera.

Editorial:
webcomic
em leitura online ou donwload (PDF, CBR) .
[25 Páginas, disponível em inglês, espanhol e catalão (os autores propõem a seus leitores traduzir esta BD/HQ a qualquer outra língua). Ademais incluíram música.]

Uma urbe made in Holywood onde ainda vivem ratas apesar dos edifícios inteligentes e os computadores que os controlam. Sim, ratas enfermas que lutam por sobreviver entre cabos e tuberias mas também outras bem mais miseráveis... Quiçá mais humanas do que aquelas. Pois não são estas novas ratas como os velhos animais de laboratório que viviam enclausurados em pequenas caixas. Estas novas criaturas tambén vivem em jaulas, em jardins sem barrotes onde as velhas ratas mais feias e molestas, bem mais difíceis de controlar, já não podem molestá-las. Não? Se eles fossem parentes...
Uma esplêndida história online de ciência ficção, link--> http://www.miserydepot.com/es/index.php de Hermes Piqué (Uruguay) e Juan Romera (Argentina).
- Blog do desenhista--> Juan Romera
- Blog--> Misery Depot

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

O livro do underground espanhol.

Título: El cómic underground español, 1970-1980.
Autor: Pablo Dopico.
Editorial: Ediciones Cátedra, coleção Cuadernos Arte.
Data de publicação: 2005.
[Capa branda, 11x18, 440 páginas.]

É uma tarefa árdua para um leitor aceder a informação sobre a história dos quadrinhos espanhóis, mas trabalhar como pesquisador dos quadrinhos e ademais publicar suas investigações deve ser quase impossível. Meu cérebro não foi melhorado pelo que não posso imaginar a variedade de estratégias empregadas pelos críticos e estudiosos espanhóis para conseguires publicar seus livros. Uma pequena quantidade de livros, ainda que a maioria sempre ficam úteis.
Eu sou um desses leitores que len todo tipo de gêneros e histórias em quadrinhos. Procuro tebeos velhos mas para encontrá-los é necessário conhecer seus títulos, seus desenhistas, quem os editou... El cómic underground español, 1970-1980 de Pablo Dopico é o melhor livro dedicado exclusivamente à Historieta espanhola underground dos que eu li pela grande quantidade de dados e referências que recolhe.
Ilustrado com páginas de historietas e portadas de revistas e álbums, este livro resume as origens do underground espanhol na imprensa marginal até sua 'vitória comercial' nas revistas de histórias em quadrinhos como El Víbora ou Besame Mucho. A descrição do momento histórico e os processos políticos em Espanha e os ambientes nos que viviam os jovenes autores deses tebeos underground são descritos com detalhe por Pablo Dopico e ajudam aos leitores: exemplos da censura imposta pelo estado e a sociedade, a marginalidade e as ainda novas formas de vida dum setor daquela juventude, as influências da literatura e a música nas obras dos desenhistas underground. Autores como Nazario, Mariscal, Max ou Ceesepe e coletivos como Butifarra! e Rrollo compartilham página junto com revistas e lugares míticos como Star e o mercado do Rastro madrilenho.
Singelo mas rigoroso, meu capítulo preferido dos seis que formam o livro é o titulado Rock Comix e outras histórias musicais, onde se relata o trabalho deste selo editorial junto a alguns episódios de censura.

Título: Rock Comix.
Editor: Gaspar Fraga (Luis Zanoleti no número zero).
Data de publicação: 1977.
Desenhos e roteiros: Equipo Felipe de Paz, Mariscal Pepicheck, Ceesepe, Carulla, Martí, Montesol, Onliyou, Pámies, Gallardo, Stav, Mediavilla, Nazario, Vives, Max, Roger.
[Revista de histórias em quadrinhos, catro números publicados e un número zero, capa branda, 24x34, 16 páginas grapadas.]

Uma revista de histórias em quadrinhos, segundo escreve Pablo Dopico se publicou numa segunda etapa ao termo da publicação de uma sèrie de monografias nas que se incluíam quadrinhos junto a artigos teóricos sobre bandas de rock (Frank Zappa, Deep Purple, Lou Reed...). Os primeiros números ainda incluem alguns conteúdos relacionados com a música rock, Hqs de Pámies, Nazario e Carulla no zero e a entrevista com músicos numa estaçaõ metro do número um. O segundo número é uma fotonovela e a portada do terceiro número a fotografei (também publicaram duas revistas especiais com as aventuras de Harold Hedd, de Rand H. Holmes).
Além das análises sociológicas e seu valor como documento histórico -eu só sou um colecionador de quadrinhos, recordem-, o leitor jogará com as diferenças entre estas histórias e outras posteriores destes desenhistas: Martí, Nazario, Max, Gallardo, Roger, Carulla ou Ceesepe.
O quarto número é um quadrinho de Ceesepe titulado El trapecista, vinte páginas nas que o desenhista apercebe às personagens para que finalize a acção pela falta de espaço. Violência, drogas e movimento poético misturanse sem dissimulação pelos espaços que separam ao autor (Ceesepe) e seus personagens. O delírio é compartilhado e o leitor participará dele.

Links:

- Ceesepe

- Ceesepe no blog de Javier Reguera.
- Artigo de Antonio Martín na web Tebeosfera, El Rrollo enmascarado.
- Antonio Martín (Tebeosfera), revista El Víbora.
- Harold Hedd no blog Treasury Comic.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Coletivo de quadrinhistas galegos Polaqia.

Este coletivo de autores de banda desenhada além de publicar a revista de histórias em quadrinhos Barsowia e muitas outras HQs tem disponibilizado em sua web a descarga gratuita de Viaje a la Tormenta de David Rubín.
Segundo explica o desenhista, celebra o seu aniversário presenteando aos leitores um quadrinho cuja edição se encontra já esgotada. Não é a única surpresa da web de Polaqia, também têm ali outros quadrinhos.
"¡Felicidades a David Rubin, a Polaquia e os seus integrantes, a todo os quadrinhos do mundo e os seus leitores!"
Links:
-HQs em Polaqia
-De tripas corazón (blog de David Rubín)
-Polaqia

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

King Kong: ilustrações solidárias

Eu não sei se eles são uma web ou uma revista de cinema fantástico, mas a Scifiworld (http://www.scifiworld.es/) com a ajuda de grandes desenhistas organizou um leilão de ilustrações nas que a mítica figura do King Kong é o protagonista. O dinheiro arrecadado será para a associação internacional Médicos sem fronteiras e, por fim, segundo leio no La Cárcel de papel, a puja pelas ilustrações começou no Ebay--> link.

[KING KONG SOLIDÁRIO]

Mais links pulsando nestes nomes:
Daniel Seijas
David Rubín
José Luis Ágreda
Antonio Seijas
Meritxell
Miguel Ángel Cáceres
Carla Berrocal
Paco Najera
Ramón Rosanas
Víctor Santos.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

O fanzine de Miguelanxo Prado.

Título: Xofre. Historieta galega.
Roteiros e desenhos: autoria coletiva (Miguelanxo Prado, Fran Jaraba, Xoan López Domínguez, 'Suso T.' e 'Alvarito', Ricardo Lázaro, María Barcala, loquis, Anselmo Lamela.)
Editorial: autoedita o coletivo Xofre de Fran jaraba, Xoan López Domínguez e Miguelanxo Prado.
Data de publicação: 1979.
[
Capa branda, 21 x 14 cm, 44 páxinas, interior em preto e branco. Alvarito e Suso T foram pseudônimos do escritor Suso de Toro.]

No Soportal da banda deseñada galega dispuseram para sua leitura este fanzine em formato PDF com uma introdução de Xerman Hermida: link--> Xofre PDF.

1979/ "HISTORIETA galega"

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Víctor de la Fuente, um livro.

Título: Victor de la Fuente. Homenaje.
Autor: Félix Velasco Fargas.
Editorial: edição conjunta Recerca editorial, Black & White e Almargen editorial.
Data de publicação: 2003.
[24x17, 131 páginas,
boas imagens das obras estudadas, entrevista a Víctor de la Fuente e colaborações gráficas e escritas de desenhistas e críticos.]
"Un estudio sobre la obra del gran maestro español de la narrativa gráfica."

Ainda que desgraçadamente este livro não teve a sorte de ser apresentado a seu público como um bestseller ou uma enciclopédia destinada a obter repercussões mundiais no âmbito dos quadrinhos, quem o tenham lido se sentiran animados a reclamar para seu criador, Félix Velasco Fargas, qualquer prêmio dos que possam outorgar-se atualmente a este tipo de trabalhos. Provavelmente não são poucos os leitores de quadrinhos que nos interessamos pelas últimas reedições de HQs de Víctor de la Fuente (link-Sunday, link-Haxtur) pelo conhecimento prévio deste estudo.
Dotado de uma grande perspicácia para identificar as modalidades e características do estilo de Víctor de la Fuente, o autor deste estudo homenage analisa os quadrinhos que por sua maior extensão permitem uma apreciação imediata de seu valor narrativo. Sunday, Haxtur, Mathai-dor e Haggarth contam cada um com seu próprio capítulo enquanto outras séries (Los Gringos, Amargo, Los Angeles de Acero...) são tratados num mesmo capítulo. Sempre centrando o estudo na apresentação da coesão de duas forças: o desenho (a representação naturalista) e a narração, mas sendo esta última a razão principal da análise.
A leitura desta primeira parte do livro nos aproxima a essas Hqs de maior extensão quase sistematicamente -um enorme esforço, pois oferece ao leitor o relato dos múltiplos recursos utilizados por Víctor de la Fuente conseguindo a sensação de assistir ao desvendamento de um sistema como se se tratasse de uma verdadeira síntese- até concluir numa brilhante síntese sobre a narrativa do desenhista mediante a análise seqüencial de umas páginas de Haggarth. Precisamente, a que mereceria o qualificativo de 'Obra cume de Víctor de la Fuente' em opinião de Félix Velasco.
Já a segunda parte serve como mostra do alto apreço que colegas de profissão e críticos dos quadrinhos guardam a este desenhista. A pequena galeria de desenhos e artigos de Carlos Giménez, Azpiri, Adolfo Usero, Paco Najera, Jesús Cuadrado, Agustín Riera, Josep María Beà... são o complemento perfeito para um livro titulado 'homenagem'. Ademais a Tabla tebeográfica de Víctor de la Fuente (bibliografia) elaborada por Manuel Barrero é uma inestimável ajuda para o colecionador insaciável.
Algums links:
- O blog Víctor de la Fuente.
- Víctor de la Fuente no Cómics en extinción.
- El rincón de Taula.
- Comic creators.
- Tras las turquesas cortinas.
- Blog do Tex.
- BRASILHQ, o site do autor de quadrinhos Wilson Vieira, no seu post do cinco de julho do 2006.
- Peripecias de Chiquirritipis

terça-feira, 29 de julho de 2008

Primeiro Prêmio Internacional de Comic Planeta de Agostini.

Ainda surpreendido pelo acontecimento trago a meu blog a notícia da primeira convocação deste prêmio da editorial Planeta:

La Cárcel de papel

Web da Planeta de Agostini cómics

Eu desconheço o sistema pelo que chega a notícia a todos os artistas portugueses e brasileiros, a imagino indo através de agências ou associações de desenhistas. Sorte!

terça-feira, 22 de julho de 2008

Alguns links:

Quadrinhos espanhóis em leitura on-line:
-Lone in heaven de Victor Santos em Ars Comics
, pulsa o link do blog de comics do desenhista aqui (uma notícia do + Q Cómics).

-
Planeta viviente
de Kaffa, link (lido no blog Mangaland).

-
Na web do roteirista Oscar Aibar álbums como DNA, Nacido salvaje ou Atolladero, desenhistas Fernando de Felipe e Miguel Angel Martín, e outras muitas histórias: aqui (blog El Cuarto mundo).
- Julian de Martí y Lajarín: o link (blog Filocomic).

- Na web La Cárcel de papel este post adicado a prensa histórica disponibilizada na Biblioteca Virtual: link.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Martínez el facha.

A História exibe a seus pequenos monstros depois que decorreu tempo suficiente da extinção das Grandes Bestas da Humanidade. E o faz depressa, pois ainda ninguém sabe se a extinção será felizmente irrepable ou os filhos da Besta encontrarão algum método sinistro de devolver-lhe a vida a seu protetor.
Que tempo dispomos até que a próxima Grande peste caia em cima da História?

No final do 'franquismo' -ditadura franquista- produziu-se em Espanha um enorme crescimento da imprensa humorística com muitíssimas revistas de histórias em quadrinhos de humor azedo
porém só El Jueves publicas-se atualmente. Mas por sua vez um personagem daquele primeiro número de 1977 aparece ainda nas páginas desta revista, o seu nome é Martínez el facha.
Martínez ( o do grande nariz) foi um soldado do bando fascista do ditador espanhol o General Francisco Franco e o protótipo do 'facha' -palavra utilizada para referir-se à pessoa de ideologia política reaccionária- sempre em absurdos negócios ou missões unidas a acontecimentos da atualidade espanhola e internacional. Junto ao senhor Morales, Adolfito, o sacerdote argentino Bocquerini e outros muitos personagens característicos de diferentes graus do espectro reaccionário espanhol, Martínez fracassa na sua defesa do velho ordem moral católico frente as mudanças sociais.
Kim, desenhista e criador desta HQ, utiliza todos os recursos possíveis: lemas políticos nos títulos de seus quadrinhos como o "¡España va bien!" do expresidente Jose María Aznar ou até introduzir personalidades reais e transladar seus personagens a os conflitos internacionais, grandes acontecimentos políticos, onde tudo é criticado convertendo cada nova recopilação de suas aventuras semanais numa crônica de fatos históricos e evolução dos costumes de sua sociedade.
Nesta história em quadrinhos de 1998 Martínez, o sacerdote Bocquerini e o senhor Morales disfarçado de Papai Noel, viajam a Inglaterra para alegrar o natal ao ditador chileno Pinochet, detido depois da reclamação de extradição por crimes contra a humanidade feita pelos órgãos de justiça espanhóis (o juiz Garzón). O conhecimento dos fatos históricos aumenta o valor da leitura desta obra de Kim ainda dez anos depois. Uma guia histórica surpreendente.
Links:
Martínez el facha e Kim.
El Jueves.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

O mangá de Brocal Remohí.

Título: El Brazo de Dios (Kami no ude na edição japonesa).
Desenho e roteiro: Jaime Brocal Remohí.
Editorial: Planeta de Agostini Comics (a editorial japonesa Kodansha na revista de histórias en quadrinhos Afternoon).
Data de publicação: 1996 na Espanha (1993 e 1994 no Japão).
[Formato comic-book 17x26, cinco números com 56 páginas cada um, enquete editorial nos números 2 e 4, seção de anúncios (Oriental connection) nos 2 e 5, seção de fanzines sobre manga (Manga arrasa) nos 2 e 5 , entrevista de
Roque Gonzalez ao autor no quarto número e artigo de Brocal Remohí sobre El Brazo de Dios.]

O título do post é correto. Não se trata duma HQ espanhola desenhada com estilo mangá, senão dum autêntico produto japonês editado e publicado nos anos noventa no seu próprio mercado, sempre arredio a publicar quadrinhos estrangeiros.
Marc Berna
(tradutor e intérprete do japonês) escreveu recentemente sobre esta HQ do quadrinista Jaime Brocal Remohí no blog Mangaland (link) como parte de suas investigações a respeito do trabalho dos desenhistas espanhóis no Japão. Entre os muitos dados recolhidos destaca o ter sido El Brazo de Dios a primeira história em quadrinhos realizada por um espanhol no Japão que se recopilou em formato tomo no ano 1994. Um detalhe importante, pois só outros dois quadrinhos realizados por artistas espanhóis para o mercado japonês receberam o mesmo tratamento depois desta história do mestre Brocal Remohí.
Este estranho acontecimento se deveu a iniciativas como a bolsa para desenhistas estrangeiros
Moorning Manga Fellowship da célebre editorial Kodansha, objeto de estudo de Marc Bernabé do que que nos oferece muitas outras reflexões nesta recopilação de seus posts (link). Creio que é um fato bastante conhecido o caso de alguns excelentes desenhistas europeus e norte-americanos como Vittorio Giardino, David Mazzuchelli ou Silvio Cadelo realizaram histórias para Kodansha durante a década dos noventa com um escasso sucesso econômico para a editorial. Mas o que eu, muito provavelmente, nunca saberei é a finalidade exata desta iniciativa japonesa: somente pretendiam produzir quadrinhos ocidentais diretamente para o mercado japonês? Quando se trata de quadrinhos e indústria japonesa sou demasiado receloso... Os dados oferecidos por Marc Bernabé sobre a publicação:
El Brazo de Dios foi publicado na revista de histórias em quadrin
hos Afternoon (Kodansha) durante 1993 e depois em tomo em 1994. Na Espanha se publicou em 1996 (Planeta de Agostini Comics).
A história em quadrinhos de Brocal Remohí é certamente muito semelhante os seus outros quadrinhos de fantasia, ainda que as referências aos mitos escandinavos e os elementos próprios da viking fantasy se substituíram por umas cenografia e divindades japonesas. Mas sem transformar a história num pretencioso jidaimono dos tantos que desde o Japão são exportados ao Ocidente com a etiqueta "Baseado fielmente em fatos históricos"; conquanto seus personagens também não se parecem aos heróis dos mangás Record of Lodoss War ou Rouroni Kenshin.
Que é então El Brazo de Dios?


Eu não conheço a opinião dos leitores japoneses nem a razão da sua segmentação dos quadrinhos (shōnen, jidaimono, shōjo, kodomo...) mas sim o Sword & Sorcery.
Além das suas multiples divisões, pretensamente estabelecidas por diferentes valores que só são variáveis introduzidas pelos autores, o gênero sword and sorcery aproveita muito diretamente a mitologia, qualquer mitologia e, específicamante, as estruturas destas mitologias com maior ou menor sucesso segundo as capacidades do autor
ou as limitações editoriais. De sorte que esta característica baseada em seu referente mitológico interior -o poder da repetição de esquemas narrativos e a funcionalidade de seus personagens- constituirá sempre a principal fortaleza e a maior debilidade:
Roy Thomas convertendo a Conan num mito pop, Esteban Maroto e Víctor de la Fuente mediante a recreação psicológica de intuições simbólicas em Dax el guerrero e Haxtur ou a inteligência no uso de referências religiosas e mitológicas própio de Jaime Brocal Remohí nesta HQ, são boas mostras dos diferentes modos de construir uma história de sword and sorcery.
No El Brazo de Dios o argumento se reduz à recuperação do herói protagonista Kami No Ude de seu reino e a vingança sobre o usurpador. Por isso que Brocal Remohí narra a história desde o regresso do herói e o acordar de seus poderes mágicos desvelando a linhagem de Kami No Ude e o motivo de sua vingança no reconhecimento dos seus aliados e inimigos. Pois a própria estrutura da história (popular, tradicional) volta desnecessária a representação direta do passado do herói, ainda que o desenhista projetou uma segunda parte, logo jamais realizada, para contar essa origem .
Este desenhista dominava a recreação de narrações míticas e lhe resultou fácil utilizar elementos da cosmogonía japonesa. Assim, o renascimento do herói e a explicação a seus poderes mágicos relacionam-se com o cenario japonês escolhido pelo autor, um Japão arcaico mas não histórico, ainda próximo a criação do mundo quando os deuses do céu e os seres das regiões subterrâneas protegiam a certos homens e manifestavam a sua presença inclusive como entes físicos.
Uma ambientação típica do gênero fantástico, mas
na que Brocal Remohí constrói seus personagens ao redor da hierogamía Céu-Terra do mito japonês de Izanagi e Izanami mostrando vários aspectos destes dois deuses ao mesmo tempo -um punto invulgar nos mangás fantásticos assimiláveis ao sword and sorcery-. Desde a mais singela equiparação da salvação do povo oprimido e a vitória dos apaixonados Kami No Ude e a princesa Yakumo frente o maligno usurpador Adorui e os monstros do Yomi com a união de Izanagi e Izanami na criação mitológica de Japão até o uso do fogo, as chamas ou a calor, como imagens da energia sexual transformada nos poderes mágicos do herói ou o sacrifício como via para a multiplicação da vida na imaxe da resurección de Kami No Ude numa greta na terra e a destruição final de seu inimigo nesse mesmo magma.
O melhor deste quadrinho é o modelo mitológico da Mãe Terra em seus aspectos terríveis, sexuais e agressivos já presente em outras obras de fantasia e terror de Brocal Remohí. Um tema muito comum no gênero sword and sorcery, mas resulta impossível imaginar o juízo dos leitores japoneses sobre o argumento ou os desenhos de Brocal Remohí: no entanto, ainda que alguns enfoques são tão dramáticos como os de qualquer mangá, os enquadres dos combates entre Kami e Adorui e as onomatopéias são numerosos, e a ação detém-se e acelera-se ao estilo japonês, vincular El Brazo de Dios aos quadrinhos japoneses é muito difícil.
Uma estranha experiência do mercado japonês dos quadrinhos. "Conan em Japão?", pensariam os japoneses. Enganaram-se.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Monográfico de ficção escura.

Título: (Nº 1) Cthulhu. Cómics y relatos de ficción oscura.
Autores: Ca
rlos Lamani, Elchinodelpelocrespo & Karles Sellés, Pepe Avilés, Raule & Sagar & Sergi, Pedro Aguayo & Serge Guinot & Rio, José Oliver & Bartolo Torres Prats, Raule & Meritxell, Alex Ogalla & Salvador Lopez, Manuel Mota, José Oliver & Luis NCT, Kosta.
Editorial: Diábolo Ediciones.
Data de publicação: dezembro 2007 .
[
Relato El atajo de José Mª Tamparillas ilustrado por Carlos Lamani e portfolio de Enrique Corominas. Formato 17x21, 66 paginas com capa branda, preto e branco mais duas histórias a cor. ]

Cthulhu é uma nova revista de histórias em quadrinhos de terror publicada pela Diábolo Ediciones. Ainda que em sua origem e com este mesmo título ja existiu outra revista (dois números publicados) editada pelo Grupo Zanzibar, que integram Manolo Mota, Alex Ogalla e Carlos Lamani, de igual tema mas menor número de páginas.
Uma aposta que devolve às livrarias especializadas o gênero de terror ou a ficção escura, fórmula escolhida polos criadores desta revista, no que destacaram tantos desenhistas espanhóis com seus quadrinhos para as revistas Creepy e Eerie de James Warren ou nas publicações de Toutaim do mercado espanhol durante os anos oitenta. O mesmo tema mas com maiores ambições, como explicam na nota editorial de seu primeiro número:

"A eleição do título de nossa modesta publicação não é superficial. Cthulhu foi uma invenção que revirou os alicerces da literatura de terror. O conto de medo lovecraftiano misturava ingredientes da melhor tradição do gênero com elementos importados da moderna fantasia e ciência ficção.
E esta é a nossa vocação: aunar passado e futuro, evocação e experimentação, nostalgia e assombro."
Cada número se dedicará a um autor ou tema no que se inspirarão as HQs, ainda que também se incluam outras diferentes. Assim, o universo do escritor Howard Philips Lovecraft foi o material escolhido neste primeiro número, incluindo mesmo uma adaptação do relato The picture in the house com desenho e roteiro de Lamani. Além desta e outras HQs de inspiração lovecraftiana também se incluíram a história titulada Jerome Delaquay, da que parece será uma série a cor sobre uma pesquisadora e caçadora de monstros desenhada por Sagar e escrita por Raule (roteirista da famosa Jazz Maynard) , e Meyer el brujo na que Manuel Mota narra a última noite de Gustav Meyrink de maneira visionária aunando as impressões do escritor sobre o futuro que aguardava à humanidade segundo as suas idéias sobre a História (Mitos de Walpurgis), a perseguição nazista que sofreu ao criticar a certos grupos esótericos e mais o yoga. Também é destacável a variedade de estilos dos desenhistas, alguns links:

Blog da revista Cth
ulhu.
Cthulhu en Diábolo
Ediciones.
Abandonad toda esperanza.
Daikoku's Regnum Aker.
El cómic de Cortijo Jurado. ( Do blog Un mundo en dibujos)
En lo profundo del bosque, Raule e Meritxell Rivas

Este mês sairá o segundo número onde notificam sua intenção de manter uma periodicidade de dois números anuais. Uma boa notícia que mostra a dificuldade de publicar revistas de histórias em quadrinhos.