Assim devia ser a viagem?
Quero servirme deste blog para aprender português e divertirme enquanto recordo alguns velhos quadrinhos espanhois (mais algum atual). Seguramente dentro dum ou dois anos rirei de todos os absurdos gramaticais e erros ortográficos... "Terei um montão de post por corrigir!"
Perdoem os erros gramaticais, qualquer indecisão ortográfica, e assinalem essas faltas se dispõem de tempo, graças.

Terça-feira, 14 de Julho de 2009

Josep Maria Beà e internet nas mãos

Título: La técnica del cómic.
Editorial: Editorial Intermargen (imagen de la reedición publicada por la editorial IRU).
Data de publicação: 1985
.

[Colecção em fascículos sobre a arte dos quadrinhos com textos e desenhos de Josep Maria Beà e desenho gráfico de Pasqual Ferry. Recopilado por Intermargen e editorial Iru num livro: capa dura, 30x22, 260 páginas, e cor.]

Um álbum coletivo e um livro sobre a arte dos quadrinhos que não é fácil comprar. Ainda que a Glenat espanhola reeditou muitas obras de Josep Maria Beà, li que publicará um livro de memórias deste desenhista, não creio que La técnica del comic volte a ser reeditada.
Eu, que nunca desenhei, não posso vendêlo nem doálo a uma biblioteca pública.





























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Cria que este episódio era uma patranha... Na revista-web Tebeosfera, entrevista com Josep Maria Beà [link]-->
"Naqueles dias tudo era de uma tenebrosa cor cinza à excepção das capas dos gibis, graças a eles me livrei de cair na tolice mais absoluta. Amava tanto os quadradinhos, que aos oito aninhos, lambia as capas dos mesmos até deixar o papel bramco, encantavamme o gosto e o aroma da tinta de tipografia dos cadernos recém-impressos. Numa ocasião, e por este motivo, tive que ser ingressado de urgência no Hospital Clínico de Barcelona vítima de uma intoxicação aguda que quase acaba comigo. Estava numa habitação com outros meninos muito doentes. A gente, ao passar (antes, muitas pessoas da rua iam aos hospitais a divertirse, como quem vai ao cinema) olhavame como a um fenômeno circense, assinalavamme e comentavam entre si: «Leste é o menino devorador de gibis». Até apareceu um resumo do caso na imprensa. O gosto da capa vermelha do Capitão Marvel de Charles C. Beck era puro morango, ou quiçá divina groselha. ¡Oh!, tão só pensálo deixame com água na boca."
- Mais imagens
- Entrevista Entrecomics

Título: Solidaridad con el Papus.
Data de publicação: 1977
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Editorial: editado conjuntamente por setenta e três editoras.

[Álbum, capa branda, 30x22, páginas, preto e branco.]

Álbum de autoria coletiva no que participaram desenhistas, ilustradores, cartunistas, críticos e escritores: Los profesionales de la historieta, el humor y la ilustración en SOLIDARIDAD CON EL PAPUS, cujos benefícios por sua venda foram destinados às vítimas do atentado na redação da revista satírica El Papus o vinte de setembro de 1977 no que faleceu Juan Peñalver Sandoval (porteiro do edifício). O único episódio sobre a historieta espanhola que eu vi nos documentários históricos de televisão, junto às imprescindíveis referências aos personagens dos tebeos publicados depois da Guerra civil espanhola, o atentado reivindicado pelo grupo terrorista Tripe A (Aliança Apostólica Anticomunista).
Com capa de Carlos Giménez e Carlo Fabretti, tirinhas de Max e Gallardo, cartums de carater crítico com os políticos da denominada transição democrática e os membros do governo espanhol HQs de Ivá, Montse Clavé, Beà, ilustrações alegóricas e revindicativas de Esteban Maroto e Brocal Remohí, Luis García, Auraleón, textos de Antonio Martín, Víctor Mora, e outros.
- Adolfo Usero realizou uma HQ do instante da explosão da bomba terrorista em números posteriores da revista O Papus que pode ser lida não blog [link]--> Descartes mil.
- A notícia do atentado e a greve de jornalistas [link]--> no jornal ABC
- Ditadura franquista e tebeos no blog do desenhista Pepo Pérez [link]--> Es muy de cómic

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Portas e sonhos.

Título: La enfermedad del sueño.
Roteiro e desenhos: José María Beroy.
Editorial: Toutaim Editor.
Data de publicação: 1988.

[
Álbum 20x27, 56 pá
ginas a preto e branco e cor, capa branda.]

Outra das jóias da editorial Toutain, não inclui um sketchbook nem um prólogo ou uma entrevista mas é uma edição especial. Esta BD possui um caráter parábolico, foi transformada em álbum adicionando páginas em preto e branco a várias historietas a cor que previamente se publicaram na revista de histórias em quadrinhos Zona 84. O resultado é uma obra unitária que toma como base a alegoria social e a tripartición cósmica, onírica e poética da expressão simbólica, uma estrutura solenoide singela e sofisticada. Um labirinto, um espaço imaginário, subjetivo, humano e pessoal, na encruzilhada de sensações e idéias entre o normal e o patológico.

Pequeno teatro de espelhos (especulação).


De noite, em meu leito, busquei aquele a quem ama a minha alma; busquei-o, porém não o achei.
Levantar-me-ei, pois, e rodearei a cidade; pelas ruas e pelas praças buscarei aquele a quem ama a minha alma. Busquei-o, porém não o achei.
Encontraram-me os guardas que rondavam pela cidade; eu lhes perguntei: Vistes, porventura, aquele a quem ama a minha alma?

Cântico dos cânticos 3,1


Romantismo e morbidez são as características com as que eu construía a imagem deste
desenhista quando lia seus quadradinhos, sempre entregados à representação de figuras simbólicas limpas de claves culturais clássicas, por tanto, bem mais indirectas, que não negam nem afirmam um único hipotético significado real. Em La enfermedad del sueño as vias de penetração à mente de Beroy são Poe, Lovecraft, ou Ramón Llull, estes criadores motivam e servem de veículo à própria história ainda que sua importância, como qualquer outra clave, é reconducir a sua vez a atracção e a rejeição que imprime a linguagem íntima do desenhista e o leitor. O encontro ativo deste último com o desconhecido autor.
A internet facilita exemplos dessa impressão positiva, essa fotografia surreal, mas significativa, que um desenhista produz em seus leitores: podem ser citações literárias [link], música [link] ou perigosos delírios [link]. É
inesgotável.
No princípio, ainda sem explicação, assistimos à luta do personagem principal contra o sonho até sua derrota. Definitiva? Depois de acordar num espaço existencial onde, junto à perspectiva, o aspecto da profundiad adquiriu um caráter fantástico, e alguns livros e folhas de papel voam sobre o solo de um tabuleiro de xadrez frente a um número inconcreto de portas idênticas, perguntase se sonha ou não, se é vítima da doença. A doença do sonho que refere o título desta BD. Na verdade, o problema definitivo que empurra à busca de uma saída desse espaço, questionar até o final as sensações do sonho; com a desvantagem frente ao plano do real de permanecer imerso na dissolução do tempo, atrapado ante a contemplação da brilhante comitiva de intermináveis sonhos, em palavras de Wordsworth. Este é o argumento que adere as histórias curtas entre si e manipula (em preto e branco) o plano do sonho e o mundo real, a queda no inconsciente, ao mesmo tempo refúgio e temível prisão, que enfatiza a realidade/irrealidade da morte e a existência/inexistência dos personagens. Um tema reforçado no encontro do protagonista com sua infância, o instante de alguma recordação que anula a percepção temporária para enfatizar a solidão, a preexistência de um ser anterior, oculto num lugar que permanece esquecido. Do que Beroy escolhe como símbolo o livro secreto, um esquema romântico que atrai ao que os escritores do movimento aleman denominaram o poeta escondido, esquivo, inaprensible espírito que joga ao engano mas é portador da verdade fundamental. Figura ambígua, cômica e transcendental, doppelgänger signado com o óleo de Jano.
Poderia sobrepor referentes românticos a cada imagem deste tebeo: encontro Sol/Lua, Hermafrodita, Ptah, Caos, enstasis final, sombras, paraísos... Em resumo, o Romantismo em tebeo e a fragilidade do mundo fenoménico e da alma. Mas o aspecto mais relevante quiçá é a cadência musical, a continuidade e regressão das passagens de uma visão a outra fundindose na subjetivaçou do protagonista. Seu amor, a mulher como mediadora entre realidades, autêntico anjo com o poder de mudar a morte e acordar ao amado dentro do sonho.
Eu sou do meu amado, e o seu amor é por mim.

Cântico dos cânticos 7,10

Creio que não li um quadrinho espanhol igual, com o que se declare, mediante as histórias a cor que representam paraísos e infernos, sonhos em sociedade, a capacidade de 'retorno'. A vida, atingir o domínio da vida imaginando sempre o mais negro destino. Uma nota genial, um exemplo, é utilizar a cavidade formada sob uns foguetes espaciais como imagem do símbolo da gruta (morada) e um
cemitério marinho de catastrofes aeroespaciais como paraíso. As portas, Bachelard... um tebeo como uma espiral inabarcável.
Todos os tebeos deste desenhista compartilham a garantia de possuir imagens reminiscentes. Um seguro de vida, além de qualquer argumento ou história. Se desenhasse quadrinhos dos Transformers, não seriam simples histórias dos Transformers senão histórias dos Transformers de Beroy.
Links:
- 999 e 999
- HQ postada no beroyblog
- Beroy no UI AR DE JAPIS
- Aliénation ZOO Sanglante Chicago
- Blog do roteirista Kid Toussaint
- Jornadas del cómic de Avilés

{} Não conheço o romantismo português e brasileiro, procuro informação: Cultura obscura!? Spectrumgothic

Título: Pop español.
Roteiros e desenhos: Beroy, Jaime Martín, Garcés, Das Pastoras, Miguelanxo Prado, Fernando de Felipe, Vaquer, Azágra, Carlos Pacheco, Miguel Angel Martín, Keko, Ana Miralles, Pascual Ferry, Gallardo, Víctor Aparicio, Pere Joan, Federico del Barrio, Tha, Montana, Incha, Max.
Editorial: Editorial Casset, coleção Acordes y viñetas .
Data da publicação:
1991.

[Versões em quadrinhos de canções espanholas, o formato quadrado do álbum facilitava a inclusão de uma coluna biográfica * do autor e os músicos (29x29, capa dura, 48 páginas, cor): Os Resentidos, Gabinete Caligari, Rosendo, Rebeldes, Esplendor Geométrico, La Polla Records, Malevaje, Los Coyotes, Los Elegantes, Antonio Vega, Radio Futura, Los Secretos, Duncan Dhu, Esclarecidos, 091, Desperados, Ilegales, Malevaje, Ciudad jardín, Presuntos implicados, Mecano. *O blog ta meio parado, acho que na próxima semana comprovarei se os autores dos textos musicais e biografias dos desenhistas eram Javier Parra e Jesús Cuadrado.]

Banda desenhada e música. Eu considero este álbum um objeto bem raro mas não especial, ainda é fácil mercalo: a historieta de Das Pastoras foi publicada em alguma revista e a de Max num de seus álbums. Creio que todos os desenhistas publicaram quadrinhos em outros países, ainda que também foi o único número da coleção Acordes e viñetas.
Links:

- Artigo do jornal El País do ano 1991
- A historieta completa de Beroy neste livro coletivo

José María Beroy [La autoradio canta]--> "Hace tiempo trabajé con Joan Lluís Arruga y su productora haciendo un poco de todo. Entre otras cosas, todos los dibujos para este video clip. Ganó un premio Ondas y un Laus."

Terça-feira, 14 de Abril de 2009

Dani Futuro e o REFEMDABD.

REFEMDABD [Reféns da BD]:
"Dani Futuro, adorei a referência. Lia esta série quando ainda era miúdo. Um Buck Rogers muito mais verosímil. Eu, na altura, sonhava em vir a ser o Dani, confesso, hehehe. Grande Vítor Mora."
No blog Cómic, historietas, tebeos... Horacio Diez lembra séries e personagens numa seção que titula 'Las oportunidades perdidas del cómic español', um desses personagens foi Dani Futuro de Víctor Mora e Carlos Giménez.

Quinta-feira, 19 de Março de 2009

2108: Extinción.

De frente para onde lhe importa, o futuro.
A fé joga um papel essencial no passo do homem para seu futuro. As mudanças, e toda mudança é vivida como uma catástrofe pelos seres humanos (grupo de seres no que finalmente se incluirá também às mulheres, ainda que só seja sob a ameaça da extinção do próprio grupo original integrado por alguns poucos homens), mostram uma continuidade para subsistir de forma coletiva para adiante. No entanto, eu preferiria não comprovar a infalibilidade desta mola simbólica tão semelhante ao rito de passagem coletivo sobre o fogo que ainda pervive, por exemplo, na Grécia.
"As molas espiraladas são increiblemente resistentes ao passo do tempo, os desastres se prolongariam durante muitíssimos anos. Ao novo futuro e ao velho passado lhes tomaria reencontrar-se... Vigiemos essa peça metálica!"
2108: Extinción é un comic online em blog do desenhista Carles Esquembre, gratuito como são o vento e, as vezes, o tempo na internet. Ciência ficção, a Terra detida na morte: sábia progenie humana e regressão fetal, uma BD/HQ das que fazem brotar árvores nos ombros de seus leitores.
[] Link--> 2108: Extinción

Quinta-feira, 12 de Março de 2009

Giménez, ave e alma: Koolau.

Título: Koolau el leproso.
Desenhos e roteiro:
Carlos Giménez (Koolau the leeper, Jack London).

Data de publicação: 1980 (
1979, na revista histórias em quadrinhos Totem).
Editorial: Ediciones de la Torre, coleção Papel Vivo.

[Álbum, capa branda, 30x22, 47 páginas, preto e branco. Introdução de Josep Toutain, o artigo de Manuel G. Quintana 'London, Giménez e Koolau', e um fragmento de um artigo de Toni Segarra (revista de histórias em quadrinhos Totem). Também, uma caricatura de Giménez desenhada por Alberto Breccia e um resumo biográfico do quadrinhista espanhol.]

Imprescindível em qualquer língua. Gosto deste álbum quase tanto quanto do que Rambla arriba, Rambla abajo...!
Com roteiro do próprio dese
nhista, uma adaptação do conto de Jack London, que Carlos Giménez realizou sem encomenda editorial prévia. Ainda hoje esse dado é muito importante, eu sou demasiado jovem mas se tem escrito sobre o esforço e o risco que supunha criar quadrinhos/bandas desenhadas autorais em Espanha durante aqueles anos: Koolau el leproso (1979), a peregrinagem editorial da publicação do primeiro Paracuellos (1976), ou o sucesso de crítica, fracasso comercial, Hom (1975). Incluindo as historietas de atualidade política publicadas na revista El Papus -hoje, no catálogo de Glenat da Espanha- e seus trabalhos para o Partido Comunista de Cataluña; encontrei na web do autor a entrevista realizada por Antonio Trashorras e David Muñoz em seu fanzine U. El hijo de Urich--> link. []Nela falam da inclusão de Giménez nas listas negras de artistas perigosos que criaram os homens do golpe de estado do 23 de fevereiro de 1981[]
Não sei se foi a primeira história deste desenhista que eu li, mas sim foi o primeiro álbum. Comprei Koolau numa livraria e não numa loja especializada nem nas bancas de jornais e revistas, é curioso (duvido), creio que Ediciones de la Torre não vendia suas BD/HQs nas lojas especializadas.
É minha opinião -irracional, demasiado próxima a meu gosto pela antroposofía-, eu nunca desfrutei o conto de Jack London. Porém, a obra de Carlos Giménez adiciona um material mais precioso ao argumento original e a transposição para os quadrinhos finaliza como uma esfera paralela a seu germe literário. Assim, a profundidade de campo dos planos adicionam força à perseguição dos soldados até convertê-la numa trajetória vertiginosa, extensa, na que o silêncio da paisagem rochosa ocupa os elementos de angústia e o esforço supremo da fugida dos leprosos. Esforço supremo, já que nesse clima de horror por livrar-se da presença monstruosa da morte, a morte dos colegas enfermos, a morte que personifican os soldados do 'homem branco', Koolau interpõe obstáculos cada vez maiores ainda que inúteis. Ou quiçá não? Pois, ainda que Koolau morre, o homem branco não chega a atingir-lhe nem a condenar-lhe ao leprosário de Molokai onde serão enclausurados seus colegas.
A transcendência da liberdade em Koolau não é uma expressão de poesia inútil. Giménez supera o argumento da valorização humana das sociedades tradicionais num confronto moderno entre opressores e oprimidos do conto de London, sua manifestação comum dums valores adscritos à natureza do indivíduo frente a uma tensão ou acontecimento histórico, e essa acção exemplar que o quadrinhista adiciona é a nostalgia concreta da liberdade, sua raiz fundamental: o vôo do alma. Un mundo agridoce, brutal e instigante, de primeiros planos, detalhes e rostos, nos que resurge um conjunto simbólico universal mas em aparência particular. A recordação fantástica de um paraiso perdido (passado paradisíaco) eficazmente representado mediante a ruptura de planos e a conversão dos personagens enfermos e perseguidos, os leprosos, em presenças fantasmais pelos contrastes entre o preto e o branco.
Sou louco por pensar assim!, o que se entendem por defeitos ou enfeites de ternura inconsolável desta obra (as visões ou recordações do Koolau), eu os vejo como o sinal distintivo mais importante. Uma assinatura que enlaça quadradinhos/quadrinhos, mitologia e folclore: Giménez, ave e alma. Koolau.
[Fracassei.... Sinopse?]

- Koolau el leproso no blog: link--> Cómics en extinción
- Link--> web de Carlos Giménez
- Link--> La Biblioteca de Thule
- Paracuellos no Graphiq Brasil, link--> na seção Minhas HQ´s favoritas
- Deskartes Mil, link--> Ray 25
- Tuguinhas: blog de los sueños, de la realidad, de los desastres... de dos chicas portuguesas en España--> Paracuellos
- Ergocomics--> entrevista a Carlos Giménez
- Blog Universo HQ--> Dani Futuro
- Arte FREE em São Paulo--> As histórias em quadrinhos da Democracia Espanhola –Instituto Cervantes - 07/07/06

Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

Carlos Giménez em Tesis.


O desenhista Carlos Pacheco entrevista a Giménez no programa de divulgação cultural Tesis da produtora Cedecom (Canal Sur televisão).
Link--> Cedecom